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Confraria
2010/01/10Este post estava no congelador há muito tempo. É daquele tempo em que, para conservarmos qualquer coisa, tínhamos mesmo que a colocar no congelador para a proteger do calor de Agosto, e não apenas deixarmo-la ao ar frio de Janeiro. E o restaurante não merecia esta demora…
A confraria é um restaurante de sushi em Cascais – no edifício em que antes funcionava a casa de chá “Mise em scene”, bem ali ao lado do Parque da Gandarinha, do Museu do Mar e da novel Casa das Histórias dedicada a Paula Rego. Tem uma esplanada pequena e uma sala que também não é propriamente muito grande, decorada… como quase todos os outros restaurantes de sushi em Portugal. Mas está-se bem lá.
A sopa miso estava excelente – apesar de na altura não me parecer agradabilíssimo comer algo quente naquela noite, aposto que hoje saberia muito melhor… E o sushi é excelente! Se gostam de maradices (em termos gastronómicos) como eu, aconselho-vos um dos sushi quente, nomeadamente o “shake cherse hot” – delicioso, com a profusão de sabores diferentes a saltar no paladar! Mas não deixem de provar garyo e uramaki panko – confesso que não vos consigo dizer exactamente por quê, mas tenho a indicação nas notas do meu telefone a dizer que são imperdíveis! Confiem!
Foi um bom jantar! Num bom restaurante! Com excelente sushi! O preço é que é upa-upa – pagámos €50 por cabeça. Mas a qualidade foi inquestionável.
Confraria
Tipo de cozinha: Sushi
Horário: domingo a quinta, das 12h00 às 24h00; sextas e sábados, das 12h00 às 02h00; encerra às segundas.
Preço médio: 50€
Morada: Rua Luis Xavier Palmeirim, 14 – Cascais
Telefone: 21 483 46 14
Web: http://www.confrariasushi.com/
Pagamento: Cartões de crédito, débito e numerário
Tasca da Esquina
2010/01/09Na esquina… com amigos…
Quinta-feira à noite, com dois objectivos em agenda: despedirmo-nos condignamente da Zara (que, mais uma vez, finda a altura do ano de “voltar a casa para ver a família e saborear bacalhau e filhós”, voltava para a sua terra adoptiva) e conhecermos a Tasca da Esquina, o novo projecto do Vítor Sobral, ali, numa esquina ao fundo da Ferreira Borges – uma visita que, dados os comentários e a expectativa, se impunha. Antes de mais, uma nota – a minha expectativa elevada é capaz de ter influenciado a minha percepção… Dito isto, vamos a isso – e aceitam-se de bom grado comentários (sobretudo discordantes)!
A loja de esquina que está na base do restaurante não é propriamente gigantesca e isso nota-se no aproveitamento do espaço, que está longe de ser desafogado nas duas salas que o compõem. E acreditem que ter que esperar (apesar de termos mesa reservada) no corredor acanhado, junto à porta de saída e em cima de uma mesa ocupada, tendo-nos que desviar sempre que alguém queria entrar ou sair, ou ir buscar um vinho à garrafeira a que estávamos encostados, não é propriamente agradável. A decoração também está longe de ser o ponto forte do espaço – dois ou três pormenores interessantes, mas, muito sinceramente, e numa nota pessoal, o comentário mais adequado será “Vassoureiro” (uma loja de mobiliário em pinho, tipicamente muito desarrumada, ali para os lados do Autódromo do Estoril). E, um último comentário – a insonorização das salas é claramente deficiente. Em lugar de absorver as conversas, parece que o amplia, o que, num espaço necessariamente pequeno, mas com bastantes mesas, resulta num ruído de fundo constante que obriga cada um a falar cada vez mais alto.
Bom, mas vamos ao que realmente interessa – a comida! E deixem-me dizer-vos que, o pão e o queijo do couvert são divinais – o nosso apetite também não era pequeno. Fomos muito pouco originais, e acabámos todos por pedir menús de degustação de 5 pratos. O primeiro era um creme de grão magnífico, uma óptima entrada para o jantar, acompanhada de um paté de aves com muito bom aspecto (que dizem que era bastante razoável – a minha aversão pessoal a patés fez-me perder este prato). Ainda atacámos pelo meio lascas de bacalhau com batata-palha fritas e um ovo estrelado, um prato um bocadinho diferente – mas que soube bem. Próximo prato – ameijôas e berbigão, o que tem sempre a desvantagem de ter que concorrer com a memória de qualquer pequena tasca autêntica no Algarve, no Verão… E depois, depois veio uma excelsa garoupa (não, esta não era de Ipanema) acompanhado de batata-doce, deliciosa. Por último, no menú degustação dessa noite, um cubo de entremeada com puré. Tudo isto regado por uma excelente selecção de vinhos (e surpreendentemente em conta), mas, aí, estávamos a fazer batota – levávamos o nosso próprio enólogo…
Sobremesas! Um conselho – se gostam de farófias, esse deve ser o último prato da refeição (foi a opinião unânime da mesa!). Desaconselho vivamente o bolo de chocolate (uma desilusão, muito seco, acimentado, e sem a riqueza de sabor que estava à espera) e a sopa de frutas (que, se sabíamos que era de frutas vermelhas, não estávamos à espera que fosse uma porção de compota – parecia claramente “Casa de Mateus” – com creme de natas). As sobremesas acabaram por ser uma clara desilusão (excepto as farófias).
Uma última nota para o serviço – muito bom, prestável, atenciosa, simpático e sorridente. A desilusão não veio desse lado – nem do preço, a rondar os €35.
Confesso que estava à espera de mais. Pelo nome, por se estar na presença de um espaço da moda em Lisboa, pela fama do dono. Se houve pratos muito bons (a garoupa e a sopa estavam deliciosas), se o serviço foi impecável, admito que acho que o espaço está sofrível, e a qualidade dos pratos variou muito. Mas… nem isso perturbou a despedida da Zara!
Tasca da Esquina
Tipo de cozinha: Petiscos (com um ou outro laivo de modernidade)
Horário: das 12h30 às 15h30 e das 19h30 às 23h30 – Encerra ao domingo e encerra ao almoço de segunda-feira
Preço médio: 35€
Morada: Rua Domingos Sequeira 41C, Lisboa – 1350-403 Lisboa
Telefone: 21 099 39 39
Web: http://www.tascadaesquina.pt
Pagamento: Cartões de crédito, débito e numerário
Espaço Açores
2009/06/20O motivo? Bom, a Cláudia e o Miguel iam casar-se e, por isso, íamos todos jantar fora – um último jantar com toda a gente sem ter ainda assinado papelada. E, no meio de “onde é que se vai jantar?”, alguém disse “eu conheço um sítio”. Era este.
O Espaço Açores fica na Ajuda, no mercado, com uma vista que promete ser simpática sobre o casario até ao rio (nós fomos jantar… daí o “promete”… estava escuro…). A sala alberga cerca de 50 pessoas, num ambiente descontraído e moderno (linhas direitos, ferro, preto, madeira, basalto,…).
“E então?” perguntam vocês, “E o que é que se come?” – “Tudo” respondo eu “Sobretudo se forem à quinta-feira!”. Quinta-feira é noite de buffet. Ou seja, estão uns senhores simpáticos com um grande avental azul, numa mesa no centro da sala, onde nós nos deslocamos e somos “empurrados” a provar supimpas iguarias (como alheira, torresmos, alcatra, polvo, atum,…) em quantidade e sabor a desafiar qualquer dieta… especialmente a minha! Parece que têm também (mas não provei, não sei se estará incluído no buffet normal) moreia (sabem aquele peixe estilo cobra que nos filmes do Cousteau saía sempre de buracos para ir morder o mergulhador? – é esse!), peixe-serra (que não me lembro de ter provado em Portugal, mas que achei delicioso onde provei – e vai ser uma razão para voltar a este restaurante), mero, cozido das furnas (mas, sem furnas por perto, deve perder parte do encanto…), arroz de lapas… Delicioso! E a prometer muito!
Sobremesas? Ainda têm “espaço”? Bom, há barriga de freira, há milhares de pudins de fruta, há queimada de ovos, há espera-maridos (outra boa razão para lá voltar!), tigelada de São Miguel,…
Se querem passar por uma experiência de gastronomia açoriana, sem ter que apanhar o avião ou o barco (sobretudo o barco, que balança muito e demora muito tempo), aconselho-vos a experimentar este restaurante. Não é necessariamente barato (sem ser escandaloso, nomeadamente para o que devorámos), mas é bom. A única questão é que… sejamos sinceros, não tem o sotaque açoriano…
Espaço Açores
Tipo de cozinha: Açoreana
Horário: De quarta a segunda, das 12h às 24h (encerra às terças)
Preço médio: 30€
Morada: Largo da Boa Hora Loja 19 Mercado da Ajuda – Lisboa
Web: http://www.espacoacores.com/
Mail: restaurante@ espacoacores.com
Telefone: +351 21 364 08 81 / +351 31 364 03 53
Pagamento: numerário, multibanco, cartões de crédito
Barra Ibérica
2009/06/12Não podemos dizer que seja exactamente um restaurante grande. 7 ou 8 mesas, espalhadas pela sala, com um balcão como ponto de apoio lateral, uns quadros na parede a colmatarem um espaço que tem o castanho e o vermelho como cores dominantes. Para quem gosta de tapear e não se importa muito com o preço, este é um local a ir…
Esqueçam a ideia de pedir uma entrada e depois um prato! Aqui o objectivo é mandarem vir o polvo, os mexilhões, as favinhas, o queijo com mel e nozes, o presunto, as tortilhas, a farinheira e irem misturando tudo com os vossos amigos. A ideia é irem provando tudo de cada prato (mas atenção, porque as doses são as de tapas, ou seja, mínimas), saboreando cada garfada… E apreciando um bom vinho, que sempre ajuda a acrescentar mais sabor e vida a cada segundo (escolha pessoal – Marquês de Cáceres).
No final… deixem-se perder pelas sobremesas! A dieta já está perdida mesmo, portanto… Da última vez que lá fui, acabei por (gentilmente) devorar um petit gateaux, mas uma vez, há muito tempo, encontrei-me lá com uma tarte de chocolate com frutos silvestres capaz de acabar com a fidelidade de qualquer relação! (felizmente, a tarte em questão não estava disponível desta vez)
Talvez por ser uma quarta à noite, talvez pelo preço deste restaurante (um jantar vai facilmente para os €50 por pessoa…) o que é certo é que éramos praticamente só os dois no restaurante. Excelente! Porque se é um óptimo sítio para um jantar de amigos que de vez em quando gostem de se cuidar bem, também pode ser uma boa escolha para ir só com uma pessoa.
Barra Ibérica
Tipo de cozinha: tapas
Horário: Seg a sáb, das 19h à 01h00
Preço médio: 50€
Morada: Calçada da Ajuda, 250 – Lisboa
Telefone: +351 21 362 60 10
Pagamento: numerário, multibanco
Novo Altair
2008/12/28Já tinha combinado comigo próprio que, da próxima vez que aqui viesse, tinha que escrever qualquer coisa para o “no prato”. Bom, a ocasião surgiu ontem, aquando do jantar do “emigrante retorna a casa por altura do Natal, para comer bacalhau e matar saudades da família”, ou seja, a noite em que, ao menos uma vez no ano, reunimos os nossos amigos que agora estão expatriados. O ano passado foi algures no Bairro, este ano foi ali para os lados do Dafundo, no mítico “Novo Altair”.
E perguntam vocês “O que é que o Novo Altair tem de especial?” E a resposta é, “Se não gostam de fondue, nada”. Agora, se gostam…
Pois é exactamente isso que o “Novo Altair” é – um restaurante com uma ementa recheada de fondues de todas as maneiras e feitios! Por isso, se não são apreciadores de cozinhar a vossa própria comida no meio de uma multidão e confusão de gente a trocar garfos, a pedir batatas e molhos e perguntas de “achas que já está? Gosto do meu mal passado”, não vão lá. Mas, se, por outro lado, gostarem do aspecto social da coisa, de estar sempre a trocar pedaços de carne ou de camarão ou de cherne com outras pedaços, de “já perdi o meu garfo!”, de inventarem sempre qualquer coisa com molhos trocados e de discussões de “já está!” / “não está nada!”, então, têm que ir lá.
A única parte da refeição em que não comemos fondue foi na entrada. Foram uns tabuleiros com entradas variadas que, muito sinceramente, não ficaram na minha cabeça. Já as fondues bourguignon especial (com carne de vaca e tiras de porco preto), a mítica mongol (basicamente, guisada, com camarão, peixes variados, ‘carpaccio’, legumes e em que, no final, se bebe o caldo) e a inevitável fondue de queijos com bacon (uma bomba de colesterol e lípidos que estava deliciosa!) estavam divinais! Acompanhadas por uma míriade de molhos de diversas tonalidades e sabores, batatas fritas, arroz, fruta (para cortar o sabor agressivo) e “Quinta do Cabriz”, ficaram deliciosas! (desta vez, não fomos para a raclette, mas, quem gostar, não perca…)
Para rematar (e antes do café), nada como variar. Fondue de baunilha, que não provei, mas que devia estar muito boa, tal o sucesso entre os meus amigos, que me deixaram com a ‘ingrata’ tarefa de ‘arrumar’ com uma fondue de chocolate para 2 pessoas, com fruta, bolachinhas e topping de noz ou avelã moída… e ainda há quem diga que o Paraíso não existe…
Só mais dois apontamentos. As fondues são para 2 pessoas, mas isto tem mesmo piada é andar a misturar tudo com toda a gente – no fundo, um ‘swing’ de fondue… O segundo apontamento é que, se não quiserem, não precisam de ir para as fondues (já agora, alguém sabe se fondue é masculino ou feminino? Ainda não percebi!) – também há bifes (um dos indefectíveis atacou um bife pimenta com muito bom aspecto) e peixe grelhado (pelo qual eu não trocaria uma fondue, mas há gente para tudo…).
No final… €40! Mas, também, um excelente jantar! Caótico, com muita carne e peixe a boiarem, garfos a serem transportados de mão em mão, conversas animadas. Se gostarem de fondue, é garantido que têm que ir lá.
Novo Altair
Tipo de cozinha: fondue
Horário: Terça a Sábado das 19h30 às 02h00
Preço médio: 40€
Morada: Rua Sacadura Cabral, 54, Dafundo – Algés
Telefone: +351 21 419 62 51
Pagamento: numerário, multibanco