Erva de Cheiro
Eu já estava para ir a este restaurante há algum tempo, visto que é do pai de uma colega minha.
Por outro lado, talvez por causa da localização, tinha uma ideia completamente diferente.
Localizado perto das Torres de Lisboa pensei que fosse um restaurante de “almoços” (tipicos nas zonas de empresas) mas que também servia jantares.
Fui num dia de semana à noite (decidi em cima da hora) e, ao chegar, logo de longe deu para perceber que era um restaurante bem diferente.
Lá dentro, a decoração é bem moderna mas discreta. Nota especial para os candeeiros, muito originais.
Quanto à comida, é portuguesa tradicional da boa… Desde as entradas tipicas de enchidos aos ovos mexidos com farinheira (uhmmmmm….) ao vários pratos de carne e peixe tipicos (pataniscas, vários pratos de bacalhau, etc).
Nessa noite, com 3 pessoas, deu para provar uma Sopa de Cação (muita boa!), uma espetada de Lulas e Gambas (grelhada com muita arte…) e, felizmente o prato que me calhou a mim, um DIVINAL arroz de coelho com alecrim…..muito alecrim….muito muito bom….
Ficou por provar o bacalhau da casa, cuja descrição ficou-me na (água da) boca mas não na cabeça. Para não correr o risco de me enganar, vou confirmar com a minha colega e depois volto aqui…ou então volto lá para experimentar….o que for primeiro…..
[O bacalhau é efectivamente uma delícia. Trata-se de uma posta alta de bacalhau aberta ao meio e “recheada” com presunto, gambas e cogumelos que depois é cuidadosamente frita e apresentada gratinada, com batatinhas fritas às rodelas. Divinal (Bruno Rodrigues)]
Sobremesas são conventuais tipicas (Encharcada, Tartes) e alguns gelados. [Todas as sobremesas são apresentadas num carrinho, junto ao cliente. É que os olhos também comem…
Se estiverem com sede, peçam uma sangria e não se irão desiludir. O dono da casa faz questão de guardar exclusivamente para si a tarefa de a fazer. Cedo perceberão porquê… (Bruno Rodrigues)]
O Acesso é fácil: basicamente, é ir pela rua das Torres de Lisboa, na direcção do Campo Grande, passar por debaixo do Eixo Norte-Sul e nos primeiros prédios à direita, fica nas arcadas do condomínio fechado. Naquela zona ainda muito deserta é fácil parar à porta.Erva de Cheiro
Tipo de cozinha: Tradicional Portuguesa
Preço médio: 20 €
Horário: Fechado ao Domingo
Morada: R. Tomás da Fonseca, n26A, Loja 1.1
Telefone: +351 21 726 21 21
Pagamento: Aceita Multibanco e Visa
Outros restaurantes próximos:
10 Agosto 2005 11:45
Ontem fui jantar a este restaurante. Pela descrição aqui feita não demorei muito a olhar para a ementa e escolhi o tal “Bacalhau à Erva de Cheiro”. Que desilusão!
Não sei se foi por ser Agosto, mas: não fomos particularmente bem atendidos; a comida não estava nada de especial e pior!, a limpeza também deixou a desejar. Já para não falar dos copos e pratos lascados com que nos serviram!
Não conseguimos provar a sangria porque não havia quem a fizesse.
Excepção feita ao vinho, esse sim muito bom, o restaurante deixou muito a desejar, talvez pela expectativa criada…
17 Agosto 2005 01:38
Conheço o “erva” desde que abriu. Já lá fui almoçar e/ou jantar quase todos os meses do ano. Nunca fui nem vi ninguém ser mal atendido. Antes pelo contrário, sempre me deliciei com determinadas mordomias que hoje em dia são tão raras… e a que tão poucos(as) estão habituados(as). Talvez por isso…!
Só para conhecimento, os copos de meio cristal não racham - partem!
Já comi peixe, já comi carne, já comi marisco e sinceramente gostei de quase tudo. SIM quase, porque os gostos não são todos iguais.
Mas quanto à limpeza… deixe-me pôr-lhe uma questão Sra Catarina O.: onde é que passou o “algodão que não engana”?
Como disse atrás os gostos diferem, mas não devemos estar a falar do mesmo Erva de Cheiro.
Ah! uma excepção: estamos de acordo quanto a uma única coisa - a garrafeira é soberba.
3 Setembro 2005 17:47
Alguém dizia que “… se os gostos fossem todos iguais, o que seria do amarelo !!!”.
Com efeito, conheço e frequento o Erva de Cheiro desde a sua abertura, e não corroboro, de todo, a opinião expressa pela Catarina O., inclinando-me para comungar, bem mais, com a impressão manifestada por Carlos Azevedo e Castro.
Também eu, já lá comi e bebi de tudo.
Tem requinte q.b., umas entradas variadas e gustosíssimas, a carne ou o peixe (ou até o marisco) confeccionados a preceito, e o remate pela doçaria, faz-nos titubear entre a satisfação da gula ou a adição de mais umas quantas gramas ao físico.
Tudo regado com uma garrafeira soberba, de facto, chamando-se a particular atenção para umas quantas raridades que por lá se encontram nesta matéria.
Música de bom gosto, ambiente leve mas com o requinte que o preço final nos surpreende… pela positiva !
O serviço é um excelente equilíbrio entre o acompanhamento profissional dos funcionários e um certo “coaching” familiar do dono da casa.
Recomendo vivamente a visita !!!
P.S. - Eu sei que não é prato da chamada “grand cuisine”: mas o Cozido à Portuguesa, servido ao Sábado no estação Outono-Inverno é, simplesmente, imperdível !!!