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Sacramento

2010/05/02

Noite de sexta-feira, a começar pela zona do Chiado. Bem, começa da melhor forma porque não? Temperatura amena, luzes a abrilhantar as ruas. Que seja.

Para um jantar a dois, sem vontade de tirar o carro do estacionamento, um estar sossegado, comer bem e conversar aproveitando o grito de liberdade que aos 5 anos soava lá por casa (que é como quem diz, a Patrícia foi dormir a casa de uma amiga). Visita da praxe à catedral FNAC, subir a Garrett e virar à Sacramento. Subir mais um pouco e pouco além do meio caminho, abre portas o Restaurante Sacramento. Num espaço pré-pombalino, recebidos à entrada onde aguardamos dois minutos (falta de reserva em noite de sexta oblige), deu para pensar que o espaço de bar à esquerda também é convidativo. A visitar noutra altura.

Acompanham-nos à mesa. Não há vagas nas salas de baixo mas o andar de cima conseguido em forma de varanda interna, ainda permite sentar. Tempos muito correctos. Mesa simples mas bem decorada, combina com o estilo de toda a casa. Couvert à mesa, uma pasta de atum com um toque não identificado e que a tornava mais agradável que o costume, azeite suave e bem temperado com umas gotas de vinagre balsâmico. Pão de Centeio com sementes e ainda um pão de cebola no ponto.

De entrada serviu-se uma empada de caça com redução de Vinho do Porto. O termo escolhido se fosse folhado não identificaria mal o prato pois a textura do envolvente, tal a suavidade, estava mais para o folhado mas, que não se entenda mal a observação: Estava muito boa. A caça do recheio em boa dose, a redução a deixar-se notar. O afamado Ratatui (que até ao rato pouca gente conhecia) era composto por rabanete, alface francesa, rúcula e tomate cerise.

Os pratos ficaram-se pela carne pela vontade de experimentar. Ficará para próxima visita o Bacalhau com Broa e Grelos à Sacramento.

Vieram os Supremos de frango, recheados com farinheira e acompanhados de Ratatui de legumes e arroz de nozes. A carne deliciosa, os peitorais da ave, de tamanho generoso, ganhavam da farinheira não só o sabor mas a devida gordura. O prato só ficou a perder pela maturidade que as nozes do arroz, claramente, já tinham atingido. Ou isso ou um mau acondicionamento das mesmas. Nada que não se ultrapassasse uma vez que o arroz era dispensável até para a totalidade do prato.

Seguiu-se o Tornedó de vitela com Queijo da Serra e espargos, enrolado em presunto. Servido em cama de esparregado, acompanhava com batatas fritas servidas à parte, salada e cebola ripada a cobrir a peça de carne.

Não só a carne era muito tenra e saborosa como se encontrava servida em dose certa. O rolo bem feito e o recheio generoso. O meu medo de que os espargos roubassem protagonismo à carne era infundado. Por mim, estava óptimo.

A refeição foi regada com um tinto Dão Porta Fronha 2005 que se revelou uma agradável surpresa assim que se deixa abrir por uns minutos no copo. Funciona e bem. Muita fruta o que calhava bem com o que se comia. Os vinhos do Dão a ganharem rapidamente a minha preferência.

De sobremesa foi dividido um Crumble de Maçã, Passas e Amêndoas com Gelado de Baunilha. Crocante como se quer, doce na dose certa e com o gelado a fazer bom par, a sobremesa calhou bem para finalizar.

O café veio prontamente e o garoto clarinho lá teve que ser substituído por uma chávena de leite quente que, recebeu depois uma colherada de café fazendo aquilo que nos restaurantes teimam em não ouvir ser pedido. Adiante.

O serviço foi muito bom, atencioso e competente, a dar vontade de voltar. O espaço é dado quer a uma refeição mais intima quer a um jantar de amigos (dentro do género é claro).

Restaurante Sacramento
Tipo de cozinha: Portuguesa / Moderna
Horário: Das 12:00 às 15:00 ao almoço e das 19h30 às 24:00 para jantar.
Preço médio: 25€
Morada: Calçada do Sacramento 40-46, Chiado, Lisboa
Telefone: +351 21 342 05 72
Web: http://www.sacramentodochiado.com
Pagamento: Numerário / Cartões

Royale Café

2008/10/15

A aparência austera da entrada intimida, mas a sensação desvanece com o primeiro contacto com o interior e com a música que convida à descontração. A mistura de influências na decoração confunde e torna o espaço enigmático e impossível de catalogar seja em que aspecto for, mas torna-se familiar após nos instalarmos À mesa. Onde? A escolha entre a iluminação difusa das duas primeiras salas, austeras mas acolhedoras ou o pequeno terraço ao ar livre é difícil, mas qualquer delas é recompensadora.

A carta engloba múltiplas opções para lanches ou pequenas refeições, mais algumas alternativas para uma refeição mais elaborada. Especial atenção é dedicada aos produtos caseiros e biológicos e a delicadas combinações de sabores. Provámos uma excelente Salada royale (com chocolate!), um prato de lombo de frango panado e um delicioso lombo de pato entremeado com morcela e pêra. Para terminar, uma aveludada tarte de maçã. Sublime. Comida saudável, divinamente apresentada e a preços não proibitivos.

Concorrido e movimentado ao almoço, intimista e descontraído ao jantar. Para uma refeição mais leve ou para algo mais elaborado e demorado, não desilude – até pelo contrário. O preço final e a experiência no seu todo são agradáveis surpresas e convidam a voltar mais uma vez. Com tempo. Passando a tarde a comer scones e a beber chá e a aproveitar o WiFi grátis ;)

Royale Café
Tipo de cozinha: refeições leves, mediterrânica
Preço médio: €15
Horário: Segunda a Sábado das 10h às 24h. Domingo das 10h às 20h
Morada: Largo Rafael Bordalo Pinheiro, nº29 R/C Esq. – Chiado, 1200-369 Lisboa
Web: http://www.royalecafe.com/
Telefone: +351 213 469 125
Pagamento: numerário/cartões

Nood

2007/03/14

Abriu há dias no Chiado. Mesmo sendo fruto de um franchising, merece uma pequena menção – pelo menos enquanto o conceito se manter intocável e não cair no lugar comum. O Nood é, digamos, um restaurante de fast-food de inspiração asiática. Oferece pratos saudáveis e equilibrados, alguns na forma de adaptações ocidentalizadas de pratos da cozinha oriental: As esperadas massas (Ramen, servida em sopa ou em alternativa Udon e Soba feitas no Teppan) e os pratos de arroz, um par de saladas e algum sushi. Existem alternativas vegetarianas e é de destacar também a variedade de sumos de fruta disponível.

Na sala principal, o ambiente diz-se que replica os restaurantes tradicionais asiáticos: decoração minimalista, limpo e moderno, mesas largas e bancos corridos. Não pudemos deixar de reparar em alguns pormenores interessantes: O alargamento da mentalidade saudável à recomendação de evitar fumar na sala, a pequena explicação no topo da ementa para quem visita o restaurante (ou toma contacto com a comida asiática) pela primeira vez e finalmente a zona de lounge (onde se poderá dar asas ao espírito descontraído fazendo uma refeição e trocando uns dedos de conversa num dos confortáveis sofás disponíveis, aproveitando o alargado horário de funcionamento).

Se o Nood pretende oferecer uma boa experiência (e não a baptizamos de gastronómica propositadamente), a relação preço-qualidade é efectivamente boa. E para quem apregoa comida feita no momento, o sushi que provámos pareceu-nos feito há um bom par de horas. Quanto às entradas e às massas, nada contra. A repetir.
No Nood não se efectuam reservas. A configuração da sala principal poderá levar a que o ambiente se torne um bocado confuso e ruidoso. Mas o serviço é rápido e simpático. Para finalizar, o Nood tem também serviço de take-away.

Nood
Tipo de cozinha: Asiática
Horário: Aberto todos os dias das 12h00 às 24h00. Às sextas e sábados, o Lounge encerra às 02:00h.
Preço médio: 15€
Morada: Largo Rafael Bordalo Pinheiro, nº20, Chiado – Lisboa
Telefone: 213 474 141
Fax: 213 466 094
Web: http://www.nood.pt
Pagamento: Cartões de crédito, débito e numerário

Chez Degroot

2005/07/22

Restaurante de proveniência sul-americana indefinida (clonagem?), com a típica pintura amarela esborratada dos restaurantes mexicanos. Atendimento com sotaque brasileiro, caipirinhas, a escolha de bifes, molhos e acompanhamentos da Lusitana e uma carta de vinhos ibérica.

Em suma, uma miscigenação culinária e cultural muito ao nosso estilo eque demonstra a evolução quase darwiniana da cervejaria em direcção ao restaurante brasileiro.

Interior relativamente espaçoso e arejado (o restaurante ocupa todo o espaço entre a Rua dos Duques de Bragança e a Rua Serpa Pinto, pelo que tem várias janelas para a rua). Inclui a oportunidade de desfrutar da vibração dos eléctricos que descem para a Calçada de S. Francisco, algo que o turista gosta.

Dois pratos de peixe, dois de carne, sete variedades de molhos de bife (preço médio Eur. 7.80) acompanhados dos já clássicos legumes (feijão verde e cenoura), salada (mista), batatas e arroz. Aceitam marcações de grupos relativamente grandes (~20 pessoas).

Chez Degroot
Tipo de cozinha: pseudo-sul-americana, bifes.
Preço médio: €17-20
Horário: Aberto pelo menos até às 02:00 – Encerra ao domingo
Morada: Rua dos Duques de Bragança, 4 – Lisboa
Telefone: +351213472839
Email: degroote@clix.pt
Pagamento: Numerário, Multibanco, Visa (eventualmente mais)