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Sessenta Setenta

2006/09/06

O Sessenta Setenta é um restaurante no Porto.

Fica ao lado de um antigo convento [de Monchique], na rua de nome sugestivo [rua sobre o Douro], tal como o próprio restaurante, e que não decepciona [ainda que nao seja MESMO MESMO ’sobre’ o Douro], à qual se chega pela Rua da Restauração. Bem fácil, embora não pareça.

O edifício é todo em pedra, belíssima, com pequenas janelas sobre o Douro, mirando Gaia e os infindáveis cartazes e luzes piscantes das caves de Porto.

Entra-se por um simpático portão — antecedido por uma prudente carta e preçário — que antes do restaurante propriamente dito — em edifício autónomo — tem uma esplanada lateral ao Douro e com bar próprio [que na altura, uma noite de quinta, não estava a funcionar] ao ar livre, que deu jeito a Lorenzetti para um Romeo y Julieta que percebeu que viria a incomodar uns quantos comensais que ainda iam a meio.

Pensa pois o leitor, sobretudo o que já conhece Lorenzetti, que ‘com charuto’ a refeição foi muito boa [para completar] ou muito má [para compensar].

Nem uma coisa nem outra. As expectativas eram muito altas, dada a origem da tip dada a Lorenzetti, por uma ‘gourmet’ local, que se apressou a dizer que o 60 70 ainda não tinha clientela fixa e que valia a pena passar lá antes que passasse de moda e ficasse mau ou fechasse. Meu dito meu feito. Lá se desmarcou o clássico Bull & Bear e se partiu para novas aventuras.

E foi uma aventura. Amuse-bouche, nicles. Couvert, uma bola de manteiga manhosa e um pão pouco apelativo. Uma lista de vinhos razoável, felizmente com indicação dos anos e separação dos varietais. Mas apenas dois vinhos a copo, que não primavam pela excelência, a seguir a regra habitual [embora em Portugal, só o facto de ter vinho a copo já é de aplaudir].

Avançou-se com uma sopa de peixe, que no caso era um caldo [a fazer lembrar um provado no Frade dos Mares, em Santos, para esquecer] ao qual se acrescentaram dois mexilhões e umas minúsculas tranches do que parecia ser solha cozida ou um linguado raquítico.

Por estranho que pareça [mas a carta obrigou-nos a isso, e o apetite também] continuámos com peixe: um rodovalho sobre espargos e cebolinho. Algum excesso de sal, de resto regular, nada de outstanding.

Em desespero de causa, pedimos de sobremesa o que nos recomendassem. Uma recomendação não podia sair mal. Saiu. E foi a especialidade da casa. Um soufflé de Grand Marnier que como qualquer soufflé demora tempo, mas que neste caso demorou ‘horas’. E como foram bem passadas, não afectaram a ‘degustação’. Que foi terrível. O soufflé era suficiente minúsculo para se confundir com uma sobremesa parte de um ‘menu de degustação’ [juntando-se à vontade a mais 3 ou 4], a clara afundava tudo, o creme era inexistente e o Grand Marnier parecia ter sucumbido ao forno.

Um flop.

E temos pena, porque como é óbvio, somos viciados em comida. E apesar dos restaurantes da moda nem sempre serem os melhores restaurantes [style over content…], esperávamos mais. Somos capazes de voltar. Mas não será pela comida. Modernices.

Quem quiser ver o sítio, que é giro, pode ficar com as referências abaixo [mas recomendamos que peça um steak au poivre, que tinha óptimo aspecto e não pode falhar].

Sessenta Setenta
Tipo de cozinha: Mediterrânica [ma non troppo]
Horário: Segunda a sábado das 12h30 às 14h30 e das 20h00 às 01h00 [fecha aos domingos e ao sábado não serve almoço]
Preço médio: 25€
Morada: R. Sobre o Douro, 1 - A, Porto
Telefone/Fax: 223406093
Web: -
Email: -
Pagamento: Cartões de crédito, débito e numerário

D. Tonho - Porto

2006/07/10

Situado na bonita Ribeira do Porto, na Muralha Medieval da cidade e com vista privilegiada para o Douro e para a Ribeira de Gaia, este antigo armazém de bacalhau foi recentemente restaurado, deixando as paredes de granito à vista e dando-lhe um toque de modernidade e classe.

Rui Veloso é um dos proprietários e a “Hall of Fame” encontra-se bem composta com lembranças dos famosos que por aqui vão passando. Inevitavelmente, a “fama” também alastra aos inúmeros turistas que constituem grande parte dos que frequentam esta casa.

A cozinha inspirada na tradicional portuguesa é de referência. Para as entradas, e se se estiver disposto a gastar muito dinheiro, é de aproveitar a tábua de queijos, a saladinha de polvo e as Gambas cozidas de Madagáscar. Nos pratos principais, destacam-se o Robalo ao Sal, a Cataplana de Peixe e os variados pratos de bacalhau. Nas carnes, o Arroz de Pato à Moda Antiga e os deliciosos bifes.

Algo caro, não será um restaurante para ir todos os dias, mas é com certeza um local romântico para um jantar à luz das velas com uma vista única para o rio. É conveniente fazer reserva.

Na outra margem do Douro, o D.Tonho Gaia, que de certeza seguirá de perto os passos deste. A visitar, noutra ocasião.

D. Tonho - Porto
Tipo de cozinha: Tradicional Portuguesa
Preço médio: 40€
Morada: Cais da Ribeira 14/15
4050-509 PORTO
Telefone: 222004307
Fax: 222085791
Web: http://www.dtonho.com
Email: porto@dtonho.com
Pagamento: Cartões de débito, crédito, numerário