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	<title>no prato com... &#187; gemelli</title>
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		<title>Gemelli</title>
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		<pubDate>Tue, 04 Aug 2009 10:04:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Rebelo</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Como já vem sendo tradição, <strong>o mês de Agosto é reservado para os restaurantes que se coleccionam durante o ano</strong> e que a presença da pequena Patrícia não nos deixaria apreciar convenientemente. Não que ela nãos se porte bem e à altura de um qualquer restaurante de primeira mas, como qualquer criança de 5 anos, o tempo que se aguenta sossegada numa cadeira de restaurante é por demais limitado para que se possa usufruir dos prazeres de uma aprumada amesendação (desculpem lá os que não gostam do termo mas, estas coisas neo-românticas sempre me fascinaram).</p>
<p>Desta feita o primeiro da lista foi o Gemmeli. A revista <em>Blue Wine</em> faz questão de o colocar entre as suas escolhas de eleição.<strong> O nome do <em>Chef</em> é referenciado quando se fala de modernidade, qualidade e apresentação.</strong> Muito bem. Vamos então descobrir os encantos do restaurante italiano que não tem pizzas ali à rua de São Bento.</p>
<p>A porta fechada recebe-nos com um aviso. Toque à campainha somente uma vez. Efectivamente não foi preciso mais que isso. A porta abre e umas escadas indica-nos que a sala de jantar será lá em cima. A recepção é logo à entrada após confirmação na lista da reserva efectuada. Consta. <strong>Estranhei não ver um sorriso mas nem todos nascemos com ele e isso nem sempre é mau sinal</strong>.</p>
<p>Levados à mesa de bom grado nos deparamos com uma mesa à janela, panorâmica, espaçosa. A rua lá fora, São Bento um pouco abaixo. Primeira observação, para um jantar às 22h30m a sala está bem composta.</p>
<p>A decoração é simples mas moderna e agradável. Começando nos pequenos candeeiros que pendem junto às mesas acabando nas básicas cortinas que protegem meia janela. Mais floreado desviaria a atenção do essencial: o que estava para vir.</p>
<p>Dois Martini <em>bianco</em>, em dose certa ainda que talvez com um pouco, só um pouco, de gelo a mais. Tempo dado para a devida conversa e chega à mesa um pequeno <strong>&#8220;<em>amuse bouche</em>&#8221; em forma de sopa de feijão branco</strong>. Muito bom. Ainda a abrir <strong>um <em>falafel</em> com recheio de queijo que estava igualmente saboroso</strong>.</p>
<p>Vem depois o pão (que não podia faltar). <strong>4 variedades diferentes, quente a pedir ser comido</strong>. O azeite extra virgem vem à mesa e por lá fica para nosso deleite e onde se espera que acompanhe a travessa de queijo <em>Grana Padano</em>. Por mim, mais um fã.</p>
<p>A dança de pratos começa então com um  &#8220;<strong>pequeno pudim de camarão sobre cama biológica</strong>&#8221; onde uma leve almofada individual com sabor a camarão é servida sobre umas folhas de rúcula e pequenas folhas de alface tendo por companhia pequenos toques de pimento vermelho.</p>
<p>O prato seguinte foi uma pasta<em> Orecchiette</em> com legumes cortados finos, requeijão e um <em>pesto</em> de manjericão. Muito saborosa, lá arranjaram forma de me pôr a comer courgettes.</p>
<p>Para fechar os pratos de porte, <strong>um magnifico <em>risotto</em> de azeitonas negras desidratadas com finas fatias de novilho em topo e molho de <em>fois gras</em></strong>. A consistência que se quer, num grão que ainda que grado, parecia o indicado para o prato.</p>
<p>A refeição acima foi convenientemente acompanhada na sua primeira parte (até ao <em>risotto</em> entenda-se) por um suave PV Branco (infelizmente sem registo datado), <strong>um Douro com uma acidez discreta e muito fresco</strong>. Já a segunda parte da refeição se fez sentir com o peso de um tinto que das Beiras nos trouxe <strong>um paladar encorpado e notas de fruta vermelha</strong>. Ao primeiro contacto o Quinta do Cardo 2005 marcou a boca mas de imediato se fez notar como um acompanhamento de bom tom.</p>
<p>A sobremesa apresentou-se na forma de um <strong><em>ragu</em> de frutos tropicais com gelado de 3 sabores a saber: Café, Baunilha e Manjericão</strong>. Também aqui levado a comer os frutos que per si não comeria, entre a calda fresca lá se comeram e quanto aos gelados, enquanto a baunilha sendo boa não deixa história (por ser comum não por que não o mereça) o de café marca bem a posição e vinca o sabor. O manjericão ganha pela originalidade e pelo paladar que facilmente limpa a boca.</p>
<p>O café e o garoto (claro. Leite quente e gota de café em temperatura correcta) fecharam a mesa.</p>
<p>Nota final ao serviço que prestável e atencioso pecava por vezes pela suavidade com os pratos nos eram enunciados sendo que entre a voz baixa e a pronuncia afincadamente estrangeira por vezes levavam ao pedido de repetição. Nada que manche a ideia da casa.</p>
<p><strong>O Gemelli está claramente aprovado</strong> e incluído na lista de regresso. Não é casa de todo o dia que o preço a tal não deixa mas é claramente mais um daqueles sítios a que vale a pena voltar para um bom momento de mesa.</p>
<p><strong>Gemelli</strong><br />
Tipo de cozinha: Italiana com um toque de autor (ou vice-versa)<br />
Horário: Das 12:30 às 15:00 e das 20:00 às 24:00<br />
Preço médio: 45€<br />
Morada: Rua Nova da Piedade 99 &#8211; 1200-297 LISBOA<br />
Telefone: +351 213 952 552<br />
Pagamento: Numerário / cartões</p>
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