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Amarra ó Tejo

2008/08/11

O Amarra ó Tejo é agradável só de ver. Mesmo junto à falésia virado ao rio, as grande paredes envidraçadas prometem só por si uma agradável estadia. A vista de Lisboa com a ponte ao fundo é já sobejamente conhecida mas se acompanhada de um pôr-do-sol de Verão (entre as 20 e as 21 à data) torna-se algo de quase indescritível… É o antever do que se segue com as luzes da cidade a iluminarem o azul da noite…

Entrados, sentados nota-se de imediato algum esmero e cuidado na apresentação das mesas. Não é de um luxo ostensivo mas de primor pelo serviço. As cartas chegam à mesa e essas mereciam já algum cuidado adicional. Não que a comida se possa medir pela qualidade do papel em que é apresentada mas o comer dos olhos aprecia a refeição do principio ao fim…

Passámos a abertura pois não nos chamou ao gosto a normalidade da Caipirinha (ainda que com espumas a acrescentar). Já o couvert trazia consigo um queijo de Azeitão que marcou a qualidade. Não sei casa nem valor mas o sabor não deixou amargo de boca. Pelo contrário.

De entrada apostámos no gosto de quem já conhecia indo para o Pastel de queijo de cabra que se fazia acompanhar de um doce de mirtilios mas que mesmo sozinho não faria má figura. Vieram ainda para a mesa os cogumelos recheados com queijo derretido e bacon. Ainda que não seja uma especialidade nunca antes vista, estavam de sabor e confecção em geral, muito bem conseguidos.

Já esperávamos a ementa apresentada pois conhecendo a minha particular predilecção por carnes, todos quantos nos referiam o restaurante em questão nos falavam dos peixes. É deles que a carta tira o brilho. Poucos pratos, dão a entender o cuidado e tempo que se poderá dedicar às escolhas.

Entre os propostos escolhemos os Filetes de Peixe Galo com açorda de ovas do mesmo e Tamboril em molho de Navalheiras acompanhado de Puré de Salsa.

Apresentação, sabor e frescura em qualquer um deles é ponto de honra certamente pois só assim se justifica a presença de todas em tudo quanto foi servido. Os filetes de Peixe Galo, em bom numero, num dourado de quem foi frito em óleo de primeira mão estavam deliciosos e a açorda de ovas não ficava atrás com uma consistência perfeita e um sabor de igual valor. O Tamboril fez-se representar por dois bons pedaços igualmente frescos e saborosos. O molho de Navalheiras, tivesse um pouco mais marcante e seria estrela na refeição. Foi só complemento. O puré de salsa compunha o prato e dava peso à refeição. Dificilmente se arranjaria melhor acompanhamento.

Também por sugestão, o vinho foi o da casa. Um Dona Ermelinda branco 2007 que pela frescura e equilíbrio nos encantou. Com um toque de fruta e uma madeira muito leve, este vinho da zona de Palmela deixa um toque escorregadio mas lento pela boca e visível no copo. Uma boa escolha.

Na sobremesa desapontou-nos a falta de possibilidade de nos prepararem o Pastel de Chocolate. A carta avisa-nos que a preparação deste depende do serviço que haja e a casa estava efectivamente cheia… Veio em substituição um clássico semi-frio de nata e molho de chocolate (preferiria chocolate negro ao de leite que somou mais doce à nata) e uma magnifica flute de sorvete de limão. O ponto desta assemelha-se mais a uma espuma do que ao solidificado sorvete mas mantém o sabor. Uma agradável surpresa.

Para finalizar, o café e o já esperado garoto. Noutros textos já tenho escrito a importância que damos ao garoto. Este pode ser (e efectivamente é) razão para não mais voltar a uma casa tais as situações que já temos encontrado. Tal como sempre pedimos um garoto muito, muito claro. Complementamos o pedido com “Só leite quente e uma pinga de café.”. É servido demasiado escuro. Vai para trás. Pedimos que nos tragam só leite quente. O leite veio mas infelizmente não sabia bem. Não nos pareceu que estivesse azedo mas o sabor do leite era demasiado forte (talvez leite gordo mas mesmo assim, era forte demais) e mesmo com a gota de café não se conseguia beber.

Detalhes como este podem estragar uma fantástica experiência. Não foi o caso ainda que ficasse de memória. Tudo o resto nos agradou sobejamente e nos deixou garantidamente com vontade de voltar.

Amarra ó Tejo
Tipo de cozinha: Peixe / Fusão
Horário: Terça a Domingo das 12h30 às 15h00 e das 19h45 às 22h30 (encerra Domingo ao jantar).
Preço médio: 35€
Morada: Jardim do Castelo - 2800-046 ALMADA
Telefone: +351 212 730 621
Pagamento: Numerário / cartões

Aya

2008/07/27

Sem exageros, o Aya é a única maneira em Portugal de ter uma experiência gastronómica verdadeiramente japonesa, a todos os níveis. O primeiro Aya apareceu na Rua das Trinas em Lisboa em 1992, e actualmente existem dois restaurantes Aya (além do Aya Bistrôt): o Aya nas Twin Towers (Campolide) em Lisboa, que abriu em 2002, e o recém inaugurado Aya que se situa na zona da Nova Carnaxide.

O Aya das Twin Towers tem como tema os jardins japoneses, e o novo Aya explora o tema da arte e da arquitectura japonesa. Em ambos os espaços há opção entre três tipos de experiência: ao balcão, onde se vê em primeira mão o trabalho dos sushi chefs; à mesa, na sala principal; e ainda existem salas separadas para pequenos grupos, onde se pode ter mais privacidade. No Aya de Nova Carnaxide há ainda duas salas especiais: a sala Omakase, onde um grupo até seis pessoas pode apreciar em privado o trabalho de um sushi chef em exclusivo; e a sala Kaiseki, onde num ambiente completamente diferente se pode ter um menu tradicional de degustação.

As especialidades, é claro, são o sushi e o sashimi, de uma frescura única, e com uma apresentação completamente tradicional. Mas a ementa é vasta, com uma gama transversal da gastronomia japonesa, que inclui as tempuras, o sukiyaki, o wagyu steak, massas japonesas, e muitas outras. Não há razões para deixar de ir se houver alguém que não goste de comida “crua”. Nas sobremesas, para algo diferente experimente o gelado de sésamo preto, ou o Anmitsu, que é uma sobremesa mista de fruta, fejião doce, e gelatina de algas.

O estacionamento no Aya das Twin Towers é gratuito durante duas horas, e o Aya de Nova Carnaxide tem um estacionamento à porta.

Aya
Tipo de cozinha: Japonesa tradicional
Horário: aberto toda a semana para almoços e jantares
Preço médio: 20€ a 50€
Morada:
Aya (Twin Towers) - Centro Comercial Twin Towers - piso 0 - Rua de Campolide, 351, Lisboa
Aya (Nova Carnaxide) - Rua Aníbal Bettencourt, nº 71 - Alto dos Barronhos, Nova Carnaxide
Telefone:
Aya (Twin Towers) - +351 217271155
Aya (Nova Carnaxide) - +351 214181684
Web: http://www.ayarestaurante.com
Pagamento: Numerário, cartões de débito e de crédito

Sessenta

2008/07/15

Tendo como assinatura “espaço aos sabores”, o sessenta é um novo restaurante com três conceitos. Ao almoço, de segunda a sexta, uma ementa mais restrita com um ritmo mais rápido, em que dois dos pratos são fixos por cada dia da semana, e os restantes pratos são novidades diárias; entre as 16 e as 19 horas, de segunda a sábado, está disponível um conceito wine bar, com vinho a copo e petiscos portugueses; e para os jantares e para o almoço de sábado, uma ementa completa de cozinha portuguesa com uma apresentação moderna.

Como destaque, nos peixes vai para a trilogia de polvo, composta por polvo gratinado com mel, tempura de polvo e arroz, e salada de polvo; nas carnes, para a empada de caça, que é de perdiz e faisão com chutney de uva, cogumelos salteados e molho de vinho tinto. Nas sobremesas, é de experimentar a delícia gelada de chocolate e avelã com frutos vermelhos. Tem uma carta de vinhos bastante completa, com oitenta vinhos incluíndo espumantes, dos quais vinte estão disponíveis a copo.

A decoração é moderna e minimalista, mas ao mesmo tempo acolhedora, com um bar à entrada onde se pode beber um aperitivo. O estacionamento é bastante fácil, havendo vários parques num raio de duzentos metros.

Sessenta
Tipo de cozinha: Portuguesa moderna
Horário: encerra ao Domingo, almoço e jantar
Preço médio: almoço 10€, jantar 25€, wine bar 8€
Morada: Rua Tomás Ribeiro, 60 - Lisboa
Telefone: +351 213526060
Web: http://www.sessenta.pt
Pagamento: Numerário, cartões de débito e de crédito

Tapadinha

2008/05/14

Lembro-me de me falarem do Tapadinha já há alguns anos e de ter ficado curioso. Não sei o que se passou entretanto para ser preciso, há uns dias, ouvir falar de novo no restaurante para marcar a primeira visita e revisitar a cozinha russa.

A decoração e o ambiente podiam remeter-nos para um cubículo obscuro e clandestino noutras paragens a leste. Aqui pode-se fumar, o que contribui ainda mais para reforçar a primeira impressão sobre a pequena sala (dado o número de fumadores, começo a pensar que se juntam em protesto nestes espaços e que aproveitam para se vingar da segregação a que são sujeitos no resto dos restaurantes). Iluminação fraquinha, muitas velas. Um moderno e luminoso balcão a contrastar com tudo isto. E o vermelho e negro que dominam as paredes decoradas com posters de inspiração soviética (what else?), entre os quais marcas dos primeiros aniversários da casa. Pelas contas, já lá vão 14.

São também 14, à data, as entradas na carta (a que se acrescentam as sugestões do dia - provámos uns cogumelos recheados com gambas e gratinados muito bons), aos quais se juntam outros tantos pratos principais - por sondagem, sugere-se o bife tártaro, o peito de frango rechado com vegetais e a vitela com natas, cogumelos e nozes. É essencial guardar espaço para as sobremesas (o bolo de chocolate amargo com natas doces deixou mossa) e entremear os pratos com uns tragos de vodka (das inúmeras e inomináveis variedades disponíveis).

Recomenda-se. Ruidoso q.b. e à pinha (a um dia de semana) como o encontrámos, obriga a reserva prévia. O serviço é simpático e eficaz. Ponto negativo será o excesso de fumo, mas compreendo que a questão não seja consensual. Na cave há uma sala para grupos maiores e aconselha-se o uso de transportes públicos, não pela inacessibilidade ou pela falta de lugares de estacionamento à porta, mas pela já referida questão do vodka. Ir à Tapadinha e não o beber é crime. Assim como bebê-lo e conduzir, com consequências mais sérias..

Tapadinha
Tipo de cozinha: russa
Horário: das 12:00 às 15:00 e das 20:00 às 02:00 - encerra aos domingos
Preço médio: 25€
Morada: Calçada da Tapada 41 A - Lisboa 1300-545 LISBOA
Web: http://www.tapadinha.com/
Email: tapadinha@tapadinha.com
Telefone: +351 213 640 482
Fax: +351 213 635 867
Pagamento: Numerário e cartões de débito (não se aceitam cartões de crédito)
Fumadores: Sim

Green Pepper

2008/03/11

O Sábado foi celebrado (numa ténue referência ao Dia Internacional da Mulher) com uma visita a um restaurante vegetariano (a segunda deste ano) ali na Av. José Malhoa. Green Pepper. Um ambiente muito agradável com uma decoração moderna e simples e uma musica ambiente a condizer eram complementados com simpatia. Explicado que estava o funcionamento da casa (buffet livre e pratos à la carte) é sugerido o sumo do dia (laranja e banana) e sirvam-se se faz favor. Sendo que sou avesso a coisas como tofus e sojas que não rebentos pensei por momentos ficar limitado a folhas de alface e rodelas de tomate mas rapidamente se esfumou a impressão (o termo talvez não seja o mais correcto mas enfim…) com o buffet apresentado. A sopa de alho francês estava deliciosa. Não investindo o paladar em coisas que me são mais estranhas como legumes estufados, arroz integral ou até mesmo pimentos recheados fiquei pelas saladas compostas com grão, feijão, pepinos e cebolas e fiquei muito bem mas garante a Susana (para quem deambulações pelo vegetarianismo são mais facilmente aceites do que por mim) que estava tudo o resto muito bom.

Sendo que ao almoço a escolha de buffet é tipo menu fixo, o preço foi igualmente uma agradável surpresa deixando-nos a caminho de casa com a sensação de que estávamos bem em todos os sentidos.

Green Pepper
Tipo de cozinha: Vegetariana
Horário: Das 12h00 às 15h00 e das 19h30-23h00. Encerra ao Domingo.
Preço médio: 15€
Morada: Avenida José Malhoa 14 Loja 2 - 1070-158 LISBOA
Web: http://www.greenpepper.com.pt/
Telefone: +351 217260001
Pagamento: Numerário e cartões de crédito/débito

Sushimoto - Alfama

2007/11/12

Recomendado pelo amigo de um dos sushimen, deixou uma pulguinha atrás da orelha - e lá fomos, com um folheto na mão com o mapa e a morada. O nome não era estranho - fomos à confiança e a pesquisa posterior confirmou que existe um Sushimoto “original” no Centro de Congressos do Estoril, com o qual partilha a imagem.

O espaço e o conceito misturam-se com o “Última Sé”. Não fugindo à regra dos edifícios da zona, domina a parede em tijoleira cru e os arcos ancestrais. Tons quentes, mobiliário parco, decoração simples. As reminiscências do bar continuam por lá, assim que chegaram dois grupos maiores, o espaço ganhou um aroma desnecessário de tabaco e a música deu lugar a um chiqueiro incivilizado (muito pouco zen).

Com uma comida daquelas, no entanto, estamos dispostos a esquecer o ambiente. Tivemos oportunidade de degustar um dos combinados de sushi com sashimi e alguns dos makis especiais e ficamos surpresos com os agradáveis (e diferentes) sabores com que fomos presenteados. Uma particularidade notável da ementa é a existência de variedades de sushi “do dia”, conforme a inspiração do sushiman: foi a premiére de sushi com morangos e queijo e deixou boa impressão. Novidade também: a carta de chás, para todos os gostos.

Os preços estão a um nível aceitável, o serviço é pronto, eficaz e simpático. Chegámos cedo, sem reserva (o “Viagem de Sabores” era alternativa mesmo ali ao lado), mas a casa encheu num instante, portanto talvez seja aconselhável ligar antes. Tem serviço de take-away. E menús especiais à hora de almoço. E um site que só funciona em IE.

Sushimoto - Alfama
Tipo de cozinha: Japonesa
Horário: das 12h às 15h e das 20h às 01h - encerra à segunda feira
Preço médio: 20€
Morada: Travessa do Almargem, nº1 B-C, 1100-019 Sé - Lisboa (entre a Casa dos Bicos e a Sé de Lisboa)
Telefone: 218860053
Web: http://www.ultima-se.com
Pagamento: Numerário e cartões de crédito/débito