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Nood

2007/03/14

Abriu há dias no Chiado. Mesmo sendo fruto de um franchising, merece uma pequena menção – pelo menos enquanto o conceito se manter intocável e não cair no lugar comum. O Nood é, digamos, um restaurante de fast-food de inspiração asiática. Oferece pratos saudáveis e equilibrados, alguns na forma de adaptações ocidentalizadas de pratos da cozinha oriental: As esperadas massas (Ramen, servida em sopa ou em alternativa Udon e Soba feitas no Teppan) e os pratos de arroz, um par de saladas e algum sushi. Existem alternativas vegetarianas e é de destacar também a variedade de sumos de fruta disponível.

Na sala principal, o ambiente diz-se que replica os restaurantes tradicionais asiáticos: decoração minimalista, limpo e moderno, mesas largas e bancos corridos. Não pudemos deixar de reparar em alguns pormenores interessantes: O alargamento da mentalidade saudável à recomendação de evitar fumar na sala, a pequena explicação no topo da ementa para quem visita o restaurante (ou toma contacto com a comida asiática) pela primeira vez e finalmente a zona de lounge (onde se poderá dar asas ao espírito descontraído fazendo uma refeição e trocando uns dedos de conversa num dos confortáveis sofás disponíveis, aproveitando o alargado horário de funcionamento).

Se o Nood pretende oferecer uma boa experiência (e não a baptizamos de gastronómica propositadamente), a relação preço-qualidade é efectivamente boa. E para quem apregoa comida feita no momento, o sushi que provámos pareceu-nos feito há um bom par de horas. Quanto às entradas e às massas, nada contra. A repetir.
No Nood não se efectuam reservas. A configuração da sala principal poderá levar a que o ambiente se torne um bocado confuso e ruidoso. Mas o serviço é rápido e simpático. Para finalizar, o Nood tem também serviço de take-away.

Nood
Tipo de cozinha: Asiática
Horário: Aberto todos os dias das 12h00 às 24h00. Às sextas e sábados, o Lounge encerra às 02:00h.
Preço médio: 15€
Morada: Largo Rafael Bordalo Pinheiro, nº20, Chiado – Lisboa
Telefone: 213 474 141
Fax: 213 466 094
Web: http://www.nood.pt
Pagamento: Cartões de crédito, débito e numerário

Ken-Ichi

2006/12/07

Aconselhados por um dos especialistas em sushi frequentadores aqui do prato, prestámos uma breve visita ao Ken-Ichi um destes dias. Mesmo com reserva em cima da hora (o espaço ainda é grande) e arriscando chegar lá demasiado perto da hora de fecho, foi uma boa escolha. A hora de fecho da cozinha e do próprio restaurante revelou-se um pouco elástica e gozámos de uma farta refeição sem que tenhamos sentido alguma pressão a girar à nossa volta por causa das horas. Fomos atendidos de uma forma cordial e simpática, sempre disponível para explicar as dúvidas e questões existenciais à volta da ementa e dos pratos. Perfeito.

As dúvidas existenciais acerca dos ingredientes acabariam por levar a que nos fosse apresentada a loja que se estende na cave, onde os referidos ingredientes podem ser adquiridos (assim como utensílios de cozinha, artesanato, artigos de decoração e serviços de mesa). Visita obrigatória de segunda a sábado, das 10h às 20h.

A ementa é grande e oferece inúmeras alternativas ao sushi e sashimi. Combinados para refeições rápidas ou para os indecisos. Os clássicos – massas, arroz, sopas, vegetarianos. Para analisar melhor e com mais calma noutra oportunidade. E porque se pode fazer a refeição ao balcão, onde são preparadas as iguarias.

Com um ambiente, um serviço e com uma refeição sem nada a apontar, o preço pago foi justo para a qualidade apercebida nas iguarias provadas. Ao nível dos melhores, atrevem-se estes leigos a vaticinar. Merece certamente mais uma visita com um olhar mais atento à ementa.

Ken-Ichi
Tipo de cozinha: Japonesa
Horário: Almoços das 12h às 15h. Jantares das 20h às 23h (sexta e sábado das 20h às 24h). Encerra aos domingos e feriados.
Preço médio: 20€
Morada: Rua Sousa Martins, nº 15 – Picoas – 1050-217 Lisboa
Telefone: 213137715 / 213137710
Web: http://www.yasuragitrading.com/
Email:
Pagamento: Cartões de crédito, débito e numerário

Estado Líquido Sushi Lounge

2006/11/25

Acabo de reparar que nunca escrevemos sobre o Estado Líquido Sushi Lounge, que em breve terá ao lado [e também seu] um restaurante ‘estilo degustação’, com menu fechado.
É claro: podíamos ser um ‘hub’ de restaurantes que ninguém conhece: o ponto de descoberta gastronómica deste belo país à beira mar plantado.

Também somos. Mas não somos só isso. E isso percebe-se facilmente: basta consultar a lista completa de restaurantes. Encontram-se os mais inimagináveis e os mais established.

O Estado Líquido é hoje mais do que established, apesar de alguns encontrões, como o do alegado ’sake com detergente’ que causou frisson neste ano que agora acaba.

O establishment Estado Líquido começou por ser um bar. Um bar com estilo, finalmente, numa cidade geograficamente grande que insiste em continuar urbanamente pequena.

O estilo foi trazido pelo ‘nome’ que se associa sempre ao espaço: João Matias, um account manager vindo da publicidade e que passou por São Paulo [o que certamente explica o fenómeno sushi, o fenómeno lounge, e em geral a imagem e conceito associados ao 'E.L.'].

Sou cliente ‘regular’ [agora menos, por razões geográficas], mas não posso deixar que o Estado Líquido vive do seu conceito. É um conceito banal em grandes cidades. E em terra de cegos, quem tem olho é rei: a abertura do Sushi Lounge coincidiu com o boom do sushi em Portugal, a música chill / nujazz / soulful house / discosoundrevival também e a decoração minimal / zen idem. E o marketing tem sido exemplar.
Assim se não fosse bom ganharia por ser o único no seu estilo, em conteúdo e forma.

Hoje o conceito alargou-se: o Estado Líquido é bar, CD, sushi lounge, academia de sushi e afins, dá massagens, leva sushi e afins a casa e em breve terá restaurante com cartas fechadas / ‘degustação’.

Deixou de ser íntimo, mas continua relativamente intimista. Sobretudo o sushi lounge.

O nome é comercial: não é bem bem um lounge [e puff só há um, creio], e serve bem mais do que sushi, ainda que o ‘peixe crú’ seja o ponto forte.

Oferece várias variedades de sushi e sashimi e tem uma razoável lista de entradas ['otoshi', they say, que inclui o típico caldo miso, mas uma panóplia de outras coisas menos comuns, ainda que também coisas mais prosaicas, e não necessariamente nipónicas, como ostras].

De sushi, Nigiri sushi [o clássico], Temaki [os 'cones'], Hossomaki [enrolados finos], os meus favoritos Uramaki [enrolados com arroz por fora, em vez de nori/alga].

Para várias pessoas o ideal é um combinado, seja o sushi moriawase [só sushi], seja o sushi to sashimi [óbvio].

Há espetadas para os anti-peixe e algumas inovações para os medrosos do cru.

As bebidas oscilam entre o clássico chá verde [não em folha inteira e enrolada, mas quase em pó, é pena], chá gelado japonês ['Oolong tea', they say] cerveja [a japonesa é chamada 'Kirin'], sakê, vinhos portugueses [poucos], e um produto especialmente publicitado pelo EL, Moët & Chandon. Mas a especialidade são as caipirinhas ou sakeirinhas, de manga, maracujá, morango, etc..
As sobremesas são várias, mas a especialidade [que é inclusive o bolo de aniversário do EL] é a mousse de chocolate preto ['a melhor do mundo', they dare to say], à qual se junta rum.

O ambiente é por vezes barulhento [e com o DJ de serviço, dependendo de quem seja nessa noite, nem sempre fácil] mas tem a suprema vantagem de trazer a ilusão de uma cidade sofisticada: de ‘havaianas’ ou smoking, ninguém se chateia, porque o desejo de sossego e diversão é comum.

Várias coisas têm mudado. Além das referidas, alguma cedência do conceito a algumas marcas [como a Moët, cujas garrafas estão exibidas junto da cozinha e o logo na ementa de home sushi] e algumas pessoas. Mantém-se firme a qualidade da cozinha [que até é importante num restaurante, embora hoje isso pareça esquecido por aí], do serviço, do espaço. E o rosto de sempre: Rita [ou Ritinha, ça depend], o maestro mais visível daquele que é um dos pontos de ‘urbanidade’ e relativamente despretenciosa em Lisboa. Respeita os meus três C: cool, cozy & clean. E até nem está muito infectado de wannabe stars ou stars maçadoras, como sucede frequentemente com os 3C.
As reservas são essenciais, podem ser feitas através o formulário online [a Rita ou someone liga a confirmar] e o estacionamento oferecido, se até 3h, com acordo com o parque subterrâneo lá do sítio. Para dois, sugiro a mesa com o puff, quase à frente do DJ [as janelas não valem, porque são acima do nível da cabeça] e para grupetas as mesas junto à parede que tem ‘almofadas redondas na parede’.

A visitar. Regularmente.

Estado Líquido Sushi Lounge
Tipo de cozinha: Fusão de base japonesa
Horário: óptimo – de domingo, terça e quarta, das 20:00 às 02:00. Quinta, das 20:00 às 03:00. Sexta e sábado, das 20:00 às 04:00.
Preço médio: €30
Morada: Largo de Santos, 5-A, Lisboa
Telefone: 213972022
Web: http://www.estadoliquido.com
Email: reservas@estadoliquido.com
Pagamento: Numerário / Multibanco

Yasmin

2006/09/20

O nome andava a saltitar por aí na lista dos restaurantes a experimentar. A morada parecia familiar e era. Mesmo ao lado do La Moneda (que já experimentámos e cuja história ficará para outra visita). A dois passos de um par de sítios onde apetece beber uns copos com os amigos – de uma sobriedade, competência e estilo diametralmente opostos aos trinta e tal anos de história da noite do Cais do Sodré (de um lado) e da insuportável geração morangos-com-açucar (não acredito que escrevi isto) que invade Santos (do outro lado). No meio está a virtude. Yasmin.

É pequenito, ali na esquina. Entra-se e fica-se com a impressão que merecia ali em cima uma mezzanine com um par de mesas mais recatadas (merecia). Gostámos do pormenor do olho indiscreto para a rua projectado em ponto grande na parede e com direito a peep show nos WC. Brilhante. Reparámos maravilhados na coerência e omni-presença do branding. Na louça, nos candeeiros, nas mesas, em quase tudo. E a mobília? Ui. Prémio de design já.

Depois dos olhos, os ouvidos. A música lounge, tudo a ver com o espaço. O serviço pausado e atento recomendava-nos os Dim Sum para a entrada (fiquei curioso com a sopa fria de melão e melancia) e entrava em cena o trio (guitarra eléctrica, contrabaixo e bateria) que pintou de jazz contagiante o resto da refeição.

Foi pena não haver cherne e não me apetecer o robalo (daqueles com nomes cheios de descrições e de floreados). De escolhas limitadas (a carta também é “curta”), fui contrariado para o javali com boletas grelhadas e espuma de morcela. Foi pena ter vindo mal passado – alguém explique a esta gente que comer carne de suíno mal cozinhada dá direito a ir para o hospital sem passar pela casa partida e sem receber os dois contos. Do outro lado da mesa, o wok de vegetais com gambas cheirava e sabia muito bem (imagino com vieiras). Ao todo, nota positiva tangencial, mas estamos abertos à sugestão de uma segunda volta. Um dia destes. Um menu de degustação, quem sabe?

À sobremesa, cannelonis de manga e limão com gelado de banana. Obras primas de engenharia – só vistas – e já agora, saborosas.

Deixa boa impressão, o Yasmin – pelo ambiente, pela simpatia e um bocadinho pela cozinha (para a próxima escolho outra coisa para comer). Carote sim, mas quem nos mandou experimentar os vinhos a copo quase todos? E fecha às 2, which is nice.

Yasmin
Tipo de cozinha: fusão
Horário: das 19h às 2h – fecha aos domingos
Preço médio: 30€
Morada: Rua da Moeda, 1A
1200-275 Lisboa (Cais do Sodré, Mercado 24 de Julho)
Telefone: 213930074 / 934782046
Web: http://www.yasmin-lx.com
Email: info@yasmin-lx.com
Pagamento: Cartões de crédito/débito e numerário

Sushi Café

2006/09/17

Lorenzetti nunca relacionou a palavra ‘restaurante’ com o ‘fenómeno’ dos ‘centros comerciais’. Restaurante é bom, centro comercial é mau. Comida de restaurante espera-se boa, comida em centro comercial espera-se rápida e, invariavelmente, fraca. É a regra, mas ‘ele’ há excepções.

Recentemente, ao almoço e com alguma pressa, fomos ao Sushi Café nas Amoreiras, que abriu há algum tempo e que, pelas razões acima e por falta de oportunidade ainda não tínhamos experimentado.

A ementa varia do habitual num ’sushi’ como chamamos aos restaurantes japoneses que, de facto, por cá, só servem mesmo o sushi, ou o sushi e um sashimi, ou estes com uma tempurazita, maki, a sopa de miso e pouco mais.

Esta carta vai um pouco mais longe, não porque se espraie pela gastronomia tradicional japonesa [wishful thinking...] mas porque inventa umas coisas e acrescenta outras. E não dizemos quais, com a certeza de que vale a pena passar lá, ver e provar.

A primeira experiência foi boa e estamos certos de que o argumento ‘depois fico com fome’ não resulta ali, pelo menos de se o prato for bem escolhido. É certo que o serviço não é genial, o espaço também não. Mas é certo também que quem vai às Amoras não procura uma refeição romântica e provavelmente não um jantar.

Para um almoço anónimo e banalésimo está bem e recomenda-se. Ou, pelo menos, não se evita se surgir a chance. E para os fanáticos do sushi [muitos, dada a moda] há que picar o ponto. Não ficarão [muito] mal.
Sushi Café
Tipo de cozinha: Japonesa
Horário: -
Preço médio: 20€
Morada: Centro Comercial Amoreiras [lojas 1016-1020], Lisboa
Telefone/Fax: 213840299
Web: -
Email: -
Pagamento: Numerário / Multibanco

KOI

2006/09/06

É um novo restaurante de Lisboa

‘Mais uma’ opção de sushi. Modas.

A designação que consta do cartão que trouxémos é Restaurante . Sushi . Bar.

Pura imagem, uma vez que é um restaurante com sushi. Não era bar, pelo menos àquela hora. E o sushi faz parte da ementa enquanto restaurante, pelo que não fará sentido destacá-la da palavra ‘restaurante’ !

Enfim, o espaço é bastante agradável, ali bem ao lado do concorrente ‘Rock’nSushi’ que que já se falou no No Prato. Em boa verdade, o KOI foi-nos recomendado precisamente no Rock’n Sushi [!].

O KOI tem muito brasileiros, como já se tornou habitual nos novos restaurantes de Lisboa.

O serviço era fraco, mas tirando o excesso de água [sim, água, ou caldo] nos noodles [sim, pasta com caldo...!], o sushi estava óptimo e os noodles [um vegetariano outro de carne] também.

A carta de vinhos era bastante fraca, optou-se por um mediano Quinta de Cabriz Colheita Seleccionada, creio que 2004, que não decepcionou [recomendámos no no nosso blog o de 1999, que tinha óptima relação qualidade preço].

Fica a sugestão [apenas] para os fanáticos do sushi que gostam de variar o spot. Cuidado com o estacionamento.

KOI
Tipo de cozinha: Japonesa
Horário: 2ª a 6ª feira das 12:00 h ás 15:00 h e das 20:00 h ás 24:00h.
Sábados das 20:00 h ás 24:00 h
Preço médio: 20€
Morada: Rua Fradesso da Silveira, 4-B, Alcântara Rio, 1300-609 Lisboa
Telefone/Fax: 213640391
Web: http://www.koilisboa.com/
Email: info@koilisboa.com
Pagamento: Multibanco e numerário