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Sushiguia

2008/03/01

A realidade é que não se consegue perceber esta fixação pelo sushi e qualquer dia o site tem ali no cabeçalho um par de pauzinhos em vez do garfo e da faca.

Adiante… A Casa da Guia até consegue ser um sítio simpático quando não está carregada de tias. É um espaço extremamente agradável e bem cuidado, com uma privilegiada vista para o mar e um conjunto curioso de estabelecimentos.
A casa de sushi onde estava há uns tempos a casa de chá chamou-nos a atenção. Entrámos a medo, talvez porque ainda era cedo para jantar. O espaço não é muito (se não contarmos com a esplanada) mas está bem aproveitado e decorado. E à falta de um balcão adequado, pode-se sempre ver o trabalho do sushiman através dos monitores no meio da sala.

Nada de novo na ementa: Para além do sushi e do sashimi, saúda-se a presença de meia dúzia de pratos quentes (yakisoba, yakitori e tempura) e algumas saladas. Feito o pedido, ficámos com a impressão que a relação preço/quantidade não era das melhores (não é a primeira vez que nos queixamos disto), mas a segunda rodada desfez a dúvida e reestabeleceu a justiça na mesa. Quanto à qualidade, nada a apontar. Destacam-se pela positiva uns saborosos makis picantes (atum?) e outros que tais com um panado quente e crocante como base - original. Pela negativa, o abuso do queijo philadelphia - que não consta que seja japonês.

A factura não foi tão dolorosa quanto a localização faria antever. Se descontarmos o queijo philadelphia (onde é que irá parar esta ocidentalização do sushi?), o veredicto é positivo.

Acrescente-se que tem serviço take-away. Que se compreende perfeitamente caso a casa esteja prestes a ficar cheia de adolescentes ruidosos numa qualquer festa de aniversário. E que embora tenha sido testado na qualidade de restaurante japonês, apregoa-se também café-bar e aparentemente serve pequenos almoços. Importa-se de repetir?

Sushiguia
Tipo de cozinha: japonesa
Horário: das 10h às 02h
Preço médio: 25€
Morada: Casa da Guia - EN 247 -Guia - 2750-374 Cascais
Telefone: 934 055 175
Web: http://sushiguia.com/
Pagamento: Numerário e cartões de crédito/débito

Sushimoto - Alfama

2007/11/12

Recomendado pelo amigo de um dos sushimen, deixou uma pulguinha atrás da orelha - e lá fomos, com um folheto na mão com o mapa e a morada. O nome não era estranho - fomos à confiança e a pesquisa posterior confirmou que existe um Sushimoto “original” no Centro de Congressos do Estoril, com o qual partilha a imagem.

O espaço e o conceito misturam-se com o “Última Sé”. Não fugindo à regra dos edifícios da zona, domina a parede em tijoleira cru e os arcos ancestrais. Tons quentes, mobiliário parco, decoração simples. As reminiscências do bar continuam por lá, assim que chegaram dois grupos maiores, o espaço ganhou um aroma desnecessário de tabaco e a música deu lugar a um chiqueiro incivilizado (muito pouco zen).

Com uma comida daquelas, no entanto, estamos dispostos a esquecer o ambiente. Tivemos oportunidade de degustar um dos combinados de sushi com sashimi e alguns dos makis especiais e ficamos surpresos com os agradáveis (e diferentes) sabores com que fomos presenteados. Uma particularidade notável da ementa é a existência de variedades de sushi “do dia”, conforme a inspiração do sushiman: foi a premiére de sushi com morangos e queijo e deixou boa impressão. Novidade também: a carta de chás, para todos os gostos.

Os preços estão a um nível aceitável, o serviço é pronto, eficaz e simpático. Chegámos cedo, sem reserva (o “Viagem de Sabores” era alternativa mesmo ali ao lado), mas a casa encheu num instante, portanto talvez seja aconselhável ligar antes. Tem serviço de take-away. E menús especiais à hora de almoço. E um site que só funciona em IE.

Sushimoto - Alfama
Tipo de cozinha: Japonesa
Horário: das 12h às 15h e das 20h às 01h - encerra à segunda feira
Preço médio: 20€
Morada: Travessa do Almargem, nº1 B-C, 1100-019 Sé - Lisboa (entre a Casa dos Bicos e a Sé de Lisboa)
Telefone: 218860053
Web: http://www.ultima-se.com
Pagamento: Numerário e cartões de crédito/débito

Nood

2007/03/14

Abriu há dias no Chiado. Mesmo sendo fruto de um franchising, merece uma pequena menção - pelo menos enquanto o conceito se manter intocável e não cair no lugar comum. O Nood é, digamos, um restaurante de fast-food de inspiração asiática. Oferece pratos saudáveis e equilibrados, alguns na forma de adaptações ocidentalizadas de pratos da cozinha oriental: As esperadas massas (Ramen, servida em sopa ou em alternativa Udon e Soba feitas no Teppan) e os pratos de arroz, um par de saladas e algum sushi. Existem alternativas vegetarianas e é de destacar também a variedade de sumos de fruta disponível.

Na sala principal, o ambiente diz-se que replica os restaurantes tradicionais asiáticos: decoração minimalista, limpo e moderno, mesas largas e bancos corridos. Não pudemos deixar de reparar em alguns pormenores interessantes: O alargamento da mentalidade saudável à recomendação de evitar fumar na sala, a pequena explicação no topo da ementa para quem visita o restaurante (ou toma contacto com a comida asiática) pela primeira vez e finalmente a zona de lounge (onde se poderá dar asas ao espírito descontraído fazendo uma refeição e trocando uns dedos de conversa num dos confortáveis sofás disponíveis, aproveitando o alargado horário de funcionamento).

Se o Nood pretende oferecer uma boa experiência (e não a baptizamos de gastronómica propositadamente), a relação preço-qualidade é efectivamente boa. E para quem apregoa comida feita no momento, o sushi que provámos pareceu-nos feito há um bom par de horas. Quanto às entradas e às massas, nada contra. A repetir.
No Nood não se efectuam reservas. A configuração da sala principal poderá levar a que o ambiente se torne um bocado confuso e ruidoso. Mas o serviço é rápido e simpático. Para finalizar, o Nood tem também serviço de take-away.

Nood
Tipo de cozinha: Asiática
Horário: Aberto todos os dias das 12h00 às 24h00. Às sextas e sábados, o Lounge encerra às 02:00h.
Preço médio: 15€
Morada: Largo Rafael Bordalo Pinheiro, nº20, Chiado - Lisboa
Telefone: 213 474 141
Fax: 213 466 094
Web: http://www.nood.pt
Pagamento: Cartões de crédito, débito e numerário

Estado Líquido Sushi Lounge

2006/11/25

Acabo de reparar que nunca escrevemos sobre o Estado Líquido Sushi Lounge, que em breve terá ao lado [e também seu] um restaurante ‘estilo degustação’, com menu fechado.
É claro: podíamos ser um ‘hub’ de restaurantes que ninguém conhece: o ponto de descoberta gastronómica deste belo país à beira mar plantado.

Também somos. Mas não somos só isso. E isso percebe-se facilmente: basta consultar a lista completa de restaurantes. Encontram-se os mais inimagináveis e os mais established.

O Estado Líquido é hoje mais do que established, apesar de alguns encontrões, como o do alegado ’sake com detergente’ que causou frisson neste ano que agora acaba.

O establishment Estado Líquido começou por ser um bar. Um bar com estilo, finalmente, numa cidade geograficamente grande que insiste em continuar urbanamente pequena.

O estilo foi trazido pelo ‘nome’ que se associa sempre ao espaço: João Matias, um account manager vindo da publicidade e que passou por São Paulo [o que certamente explica o fenómeno sushi, o fenómeno lounge, e em geral a imagem e conceito associados ao ‘E.L.’].

Sou cliente ‘regular’ [agora menos, por razões geográficas], mas não posso deixar que o Estado Líquido vive do seu conceito. É um conceito banal em grandes cidades. E em terra de cegos, quem tem olho é rei: a abertura do Sushi Lounge coincidiu com o boom do sushi em Portugal, a música chill / nujazz / soulful house / discosoundrevival também e a decoração minimal / zen idem. E o marketing tem sido exemplar.
Assim se não fosse bom ganharia por ser o único no seu estilo, em conteúdo e forma.

Hoje o conceito alargou-se: o Estado Líquido é bar, CD, sushi lounge, academia de sushi e afins, dá massagens, leva sushi e afins a casa e em breve terá restaurante com cartas fechadas / ‘degustação’.

Deixou de ser íntimo, mas continua relativamente intimista. Sobretudo o sushi lounge.

O nome é comercial: não é bem bem um lounge [e puff só há um, creio], e serve bem mais do que sushi, ainda que o ‘peixe crú’ seja o ponto forte.

Oferece várias variedades de sushi e sashimi e tem uma razoável lista de entradas [’otoshi’, they say, que inclui o típico caldo miso, mas uma panóplia de outras coisas menos comuns, ainda que também coisas mais prosaicas, e não necessariamente nipónicas, como ostras].

De sushi, Nigiri sushi [o clássico], Temaki [os ‘cones’], Hossomaki [enrolados finos], os meus favoritos Uramaki [enrolados com arroz por fora, em vez de nori/alga].

Para várias pessoas o ideal é um combinado, seja o sushi moriawase [só sushi], seja o sushi to sashimi [óbvio].

Há espetadas para os anti-peixe e algumas inovações para os medrosos do cru.

As bebidas oscilam entre o clássico chá verde [não em folha inteira e enrolada, mas quase em pó, é pena], chá gelado japonês [’Oolong tea’, they say] cerveja [a japonesa é chamada ‘Kirin’], sakê, vinhos portugueses [poucos], e um produto especialmente publicitado pelo EL, Moët & Chandon. Mas a especialidade são as caipirinhas ou sakeirinhas, de manga, maracujá, morango, etc..
As sobremesas são várias, mas a especialidade [que é inclusive o bolo de aniversário do EL] é a mousse de chocolate preto [’a melhor do mundo’, they dare to say], à qual se junta rum.

O ambiente é por vezes barulhento [e com o DJ de serviço, dependendo de quem seja nessa noite, nem sempre fácil] mas tem a suprema vantagem de trazer a ilusão de uma cidade sofisticada: de ‘havaianas’ ou smoking, ninguém se chateia, porque o desejo de sossego e diversão é comum.

Várias coisas têm mudado. Além das referidas, alguma cedência do conceito a algumas marcas [como a Moët, cujas garrafas estão exibidas junto da cozinha e o logo na ementa de home sushi] e algumas pessoas. Mantém-se firme a qualidade da cozinha [que até é importante num restaurante, embora hoje isso pareça esquecido por aí], do serviço, do espaço. E o rosto de sempre: Rita [ou Ritinha, ça depend], o maestro mais visível daquele que é um dos pontos de ‘urbanidade’ e relativamente despretenciosa em Lisboa. Respeita os meus três C: cool, cozy & clean. E até nem está muito infectado de wannabe stars ou stars maçadoras, como sucede frequentemente com os 3C.
As reservas são essenciais, podem ser feitas através o formulário online [a Rita ou someone liga a confirmar] e o estacionamento oferecido, se até 3h, com acordo com o parque subterrâneo lá do sítio. Para dois, sugiro a mesa com o puff, quase à frente do DJ [as janelas não valem, porque são acima do nível da cabeça] e para grupetas as mesas junto à parede que tem ‘almofadas redondas na parede’.

A visitar. Regularmente.

Estado Líquido Sushi Lounge
Tipo de cozinha: Fusão de base japonesa
Horário: óptimo - de domingo, terça e quarta, das 20:00 às 02:00. Quinta, das 20:00 às 03:00. Sexta e sábado, das 20:00 às 04:00.
Preço médio: €30
Morada: Largo de Santos, 5-A, Lisboa
Telefone: 213972022
Web: http://www.estadoliquido.com
Email: reservas@estadoliquido.com
Pagamento: Numerário / Multibanco

Yasmin

2006/09/20

O nome andava a saltitar por aí na lista dos restaurantes a experimentar. A morada parecia familiar e era. Mesmo ao lado do La Moneda (que já experimentámos e cuja história ficará para outra visita). A dois passos de um par de sítios onde apetece beber uns copos com os amigos - de uma sobriedade, competência e estilo diametralmente opostos aos trinta e tal anos de história da noite do Cais do Sodré (de um lado) e da insuportável geração morangos-com-açucar (não acredito que escrevi isto) que invade Santos (do outro lado). No meio está a virtude. Yasmin.

É pequenito, ali na esquina. Entra-se e fica-se com a impressão que merecia ali em cima uma mezzanine com um par de mesas mais recatadas (merecia). Gostámos do pormenor do olho indiscreto para a rua projectado em ponto grande na parede e com direito a peep show nos WC. Brilhante. Reparámos maravilhados na coerência e omni-presença do branding. Na louça, nos candeeiros, nas mesas, em quase tudo. E a mobília? Ui. Prémio de design já.

Depois dos olhos, os ouvidos. A música lounge, tudo a ver com o espaço. O serviço pausado e atento recomendava-nos os Dim Sum para a entrada (fiquei curioso com a sopa fria de melão e melancia) e entrava em cena o trio (guitarra eléctrica, contrabaixo e bateria) que pintou de jazz contagiante o resto da refeição.

Foi pena não haver cherne e não me apetecer o robalo (daqueles com nomes cheios de descrições e de floreados). De escolhas limitadas (a carta também é “curta”), fui contrariado para o javali com boletas grelhadas e espuma de morcela. Foi pena ter vindo mal passado - alguém explique a esta gente que comer carne de suíno mal cozinhada dá direito a ir para o hospital sem passar pela casa partida e sem receber os dois contos. Do outro lado da mesa, o wok de vegetais com gambas cheirava e sabia muito bem (imagino com vieiras). Ao todo, nota positiva tangencial, mas estamos abertos à sugestão de uma segunda volta. Um dia destes. Um menu de degustação, quem sabe?

À sobremesa, cannelonis de manga e limão com gelado de banana. Obras primas de engenharia - só vistas - e já agora, saborosas.

Deixa boa impressão, o Yasmin - pelo ambiente, pela simpatia e um bocadinho pela cozinha (para a próxima escolho outra coisa para comer). Carote sim, mas quem nos mandou experimentar os vinhos a copo quase todos? E fecha às 2, which is nice.

Yasmin
Tipo de cozinha: fusão
Horário: das 19h às 2h - fecha aos domingos
Preço médio: 30€
Morada: Rua da Moeda, 1A
1200-275 Lisboa (Cais do Sodré, Mercado 24 de Julho)
Telefone: 213930074 / 934782046
Web: http://www.yasmin-lx.com
Email: info@yasmin-lx.com
Pagamento: Cartões de crédito/débito e numerário