Posts marcados com a tag ‘massas’

Frade dos Mares

2006/07/27

Lorenzettinão se recorda de alguma vez ter escrito ‘mal’ de um restaurante. Numa quentíssima segunda-feira de Julho, Lorenzetti ia à festa do IV Aniversário do Estado Líquido. Antes, um jantar bem perto, por sugestão de uma amiga, que pacificou a eterna dúvida de onde jantar numa segunda-feira.

O Frade dos Mares não fecha às segundas. Maravilha.

Chegado ao local, ao lado do Refúgio [AKA Refúgio das Freiras, bar bem conhecido em Santos, pelas suas sessões de rock ao vivo], até porque é do mesmo dono, ao que parece, a primeira impressão foi muito boa.

Um espaço muito simples e muito eficaz, com um aspecto clean, como manda a moda, mas suficientemente acolhedor para não parecer um escritório ou uma casa de banho convencional.

Uma boa lista de pratos do dia [a especialidade da casa, como se percebe pelo nome, é o peixe] e uma mesa com boa pinta.

O couvert incluía uma broa razoável e uma pasta de chouriço [ou salpicão, linguiça ou semelhante], agradável, uma de manteiga com coentros e alho, e outra da qual não há memória. Ao lado, água, com a qual continuámos, já a antecipar muita sakeirinha no EL.

Depois de uma salada de polvo clássica, bastante razoável, pediu-se uma sopa de peixe, que fervia. Era um caldo peculiar, e Lorenzetti não confirma, mas admite que ou era caldo pré-preparado ou não sendo [até porque é um restaurante de peixe] tinha algo que o tornava menos comum, mas não mais agradável.

De seguida, um bacalhau com broa e uma corvina que serviu de recheio a uma boa massa folhada. O bacalhau, ressequido, era ainda mais seco pela broa, que não tinha uma única pitada de azeite. A corvina veio — pecado capital e que estragou o jantar — praticamente crua.

Pelo sim pelo não, a sobremesa veio de casa: um charuto que embora não tenha surgido como a cereja no topo do bolo, serviu [pobre tabaco] como uma compensação pelo fraco jantar.

Lorenzetti ficou muito decepcionado, até porque ia com muitas esperanças, alimentadas pela recomendação de uma amiga, pelo que leu em alguns locais e pela simpatia do lugar e voz grave e olhar penetrante da chefe de sala [!!].

Mas não convenceu e é pena, ainda que Lorenzetti admita regressar, na esperança que o jantar em causa tenha sido um desastre monumental e a excepção que confirma a regra. E a casa não se queixará de silêncio, pois com toda a simpatia, transmitiram-se à cozinha as nossas críticas.

Nessa noite, a salvação foi no Estado Líquido, onde não faltou o sushi all night long, com muito boas vibes.

Frade dos Mares
Tipo de cozinha: Portuguesa
Horário: 12:00-15:00 e 20:00-24:00. Encerra aos sábados ao almoço e aos domingos todo o dia
Preço médio: 20€
Morada: Av. D. Carlos I, 55-A
1200-647 LISBOA
Telefone/Fax: 213909418
Web:
Email: fradesdosmares@mail.telepac.pt
Pagamento: Cartões de débito e numerário

D’Oliva Al Forno

2006/07/04

Este é provavelmente o melhor restaurante de Matosinhos! Quem vai ao Porto tem obrigatoriamente que passar por aqui…

O espaço é um antigo armazém recuperado com muito bom gosto, decorado num ambiente cosmopolita onde saliento uma enorme parede de xisto, a iluminação suave, as enormes mesas, as cadeiras elegantes forradas em veludo que dão um toque de classe e a distinta garrafeira. Está subtilmente dividido em duas áreas, sala e balcão, este último para clientes onde o tempo é sinónimo de pressa.

A cozinha italiana é dominada por massas frescas e secas, onde o peixe não é rei. Pode no entanto optar por um suculento bife da vazia ou do lombo, com molho de Vinho do Porto, ou molho de Pimenta, acompanhados por batata assada a murro ou frita às rodelas, uma verdadeira iguaria.

Não deixe de fora as entradas, onde destaco o carpaccio de salmão. Aconselho vivamente as sangrias, de branco ou tinto, mas a minha escolha é sem duvida a de champanhe.

Ao som de chill out, que varia de intensidade de acordo com a hora, poderá saborear a uma refeição de intensos paladares.

O sucesso do Oliva? A cozinha requintada, os alimentos de qualidade, as pessoas bonitas que frequentam este espaço, a música selectivamente escolhida. Todos estes factores fazem desta casa o melhor sítio para reunir amigos.

Já fui diversas vezes e sempre bem recebida. O único ponto negativo? Fica a mais de 300Km de minha casa!

Se for ao fim de semana, reserve mesa, está sempre cheio.

D’Oliva Al Forno
Tipo de cozinha: Italiana
Preço médio: 30€
Horário: Encerrado à segunda feira ao almoço
Morada:Rua Brito Cunha, 354
4450 – 083 Matosinhos
Telefone: 229351005
Fax: 229350078
Web: http://www.doliva.net
Pagamento: Cartões de débito, crédito, numerário

Di Casa

2005/12/09

Há dois restaurantes “Di Casa” em Lisboa - um na Avenida Infante Santo, e o outro no Centro Comercial Vasco da Gama. Ambos são muito bons (a comida é igual), mas o do Vasco da Gama tem muita luz natural e uma esplanada sobre o Parque das Nações, com o Tejo ao fundo.

Além do agradável ambiente e decoração, a verdadeira razão para ir ao Di Casa é mesmo a comida. Ao contrário das estereotipadas “pizzas” que se tornaram fast food, as pizzas do Di Casa primam pela simplicidade. Come-se uma pizza inteira sem se ficar cheio, pois a massa é fina (sem ser seca), o queijo e o tomate são em doses racionais, e os ingredientes frescos. Nada de cogumelos enlatados nem de invenções de fusão. Outro atractivo são os bifes - o filete Montalcinno (com carpaccio e rúcula) é de não perder. As massas também são boas, reduzindo-se também ao essencial. Nas sobremesas, não deixem de experimentar a mousse de chocolate branco.

Para quem não gosta de centros comerciais, não precisa de deixar de experimentar este restaurante - basta estacionar junto ao elevador mais junto à saída norte do parque de estacionamento, e chamar o elevador com o botão de cima de todos - este irá só chamar o elevador do lado direito, que os levará directamente ao terceiro andar (mesmo à entrada do restaurante) sem terem que passar por dentro do centro comercial.

Di Casa - Expo
Tipo de cozinha: italiana
Preço médio: 12€
Morada: Centro Comercial Vasco da Gama, 3º andar
Telefone: 21 892 22 90
Pagamento: VISA, Multibanco, numerário