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Galito

2005/12/15

Reza a história que na época de sessenta havia uma família que construiu do nada um grande restaurante na Serra d’Ossa. O Galito tornava-se objecto de culto, a sua fama estendia-se ao resto do país e organizavam-se excursões para lá ir provar o melhor da cozinha alentejana. Durante anos assim foi, até que as circunstâncias da vida levaram a que Miguel Galito e a D. Gertrudes se juntassem ao filho, Henrique, na capital. Depois de algumas incursões por alguns restaurantes, tendo sempre como trave mestra a culinária do alentejo, é já viúva que D. Gertrudes e Henrique se dedicam de corpo e alma a este restaurante - relembrando os velhos anos de glória e representando da maneira mais nobre possível e tradição e o sabores alentejanos.

Esta é a história contada pelos inúmeros recortes que preenchem as paredes do restaurante Galito, confirmada por estas duas personagens que, ora à mesa (cumprimentando efusivamente os clientes habituais como se fossem família) ora na cozinha nos fornecem um conjunto requintado de saberes e sabores e a experiência gastronómica de quase meio século.

Pequeno, a reserva é mais que obrigatória. É frequentado por uma população mais velha e madura, apreciadora da boa cozinha. E a experiência memorável começa com a lista de cerca de 20 entradas (queijos, enchidos, saladas). Os pratos principais assentam obviamente na cozinha alentejana (migas e açordas dominantes) mas é possível, por encomenda, degustar algumas especialidades de caça (perdiz, lebre, coelho, entre outros). As sobremesas conventuais são corolários obrigatórios para uma refeição assim perfeita e os apreciadores de bons vinhos decerto não ficarão indiferentes à larga - larguíssima - quantidade de vinhos alentejanos disponíveis.

Indispensável para os bons apreciadores de cozinha típica alentejana.

Galito
Tipo de cozinha: típica alentejana
Horário: Fechado aos domingos e feriados
Preço médio: 25€
Morada: Rua da Fonte, 18A - Carnide (Junto ao Largo da Luz) - Lisboa
Telefone: 21 711 1088
Pagamento: VISA, Multibanco, numerário

Tasca do Celso

2004/09/22

Mesmo escondida no meio do casario de Vila Nova de Milfontes, a Tasca do Celso é ponto de passagem obrigatório. De tasca, só deve guardar o menú escrito a giz em dois enormes lousas na parede e a decoração rústica. É um sítio algo pequeno e simpático. Foge à imagem de restaurante de solarenga estância balnear para prestar culto da melhor forma possível à tradição culinária do Alentejo. Os melhores peixes fritos com saboroso arroz, as migas alentejanas e as indispensáveis açordas estão aqui bem presentes e representadas. Para gostos mais simples, o bife a la plancha, servido na tábua e ligeiramente mal passado, é uma boa escolha. Convém não esquecer que a sangria de vinho tinto é divinal (os vinhos alentejanos que me perdoem) e que as sobremesas típicas alentejanas estão lá todas.

É quase impossível reservar com menos de 24 horas de antecedência (grupos grandes então é melhor pensar uns dias valentes antes…), assim como é impossível não resistir a levar no bolso um dos cinzeiros de louça de barro com “Roubado na Tasca do Celso” gravado.

Tasca do Celso
Tipo de cozinha: tradicional
Preço médio: 25€ por pessoa
Horário:
Morada: Rua dos Aviadores - Vila Nova de Milfontes
Telefone: +351 283996753
Fax:
Web: http://www.milfontes.org/pages/restaurante/tascacelso.htm
Email:
Pagamento: Multibanco/numerário