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Tasca da Esquina

2010/01/09

Na esquina… com amigos…

Quinta-feira à noite, com dois objectivos em agenda: despedirmo-nos condignamente da Zara (que, mais uma vez, finda a altura do ano de “voltar a casa para ver a família e saborear bacalhau e filhós”, voltava para a sua terra adoptiva) e conhecermos a Tasca da Esquina, o novo projecto do Vítor Sobral, ali, numa esquina ao fundo da Ferreira Borges – uma visita que, dados os comentários e a expectativa, se impunha. Antes de mais, uma nota – a minha expectativa elevada é capaz de ter influenciado a minha percepção… Dito isto, vamos a isso – e aceitam-se de bom grado comentários (sobretudo discordantes)!

A loja de esquina que está na base do restaurante não é propriamente gigantesca e isso nota-se no aproveitamento do espaço, que está longe de ser desafogado nas duas salas que o compõem. E acreditem que ter que esperar (apesar de termos mesa reservada) no corredor acanhado, junto à porta de saída e em cima de uma mesa ocupada, tendo-nos que desviar sempre que alguém queria entrar ou sair, ou ir buscar um vinho à garrafeira a que estávamos encostados, não é propriamente agradável. A decoração também está longe de ser o ponto forte do espaço – dois ou três pormenores interessantes, mas, muito sinceramente, e numa nota pessoal, o comentário mais adequado será “Vassoureiro” (uma loja de mobiliário em pinho, tipicamente muito desarrumada, ali para os lados do Autódromo do Estoril). E, um último comentário – a insonorização das salas é claramente deficiente. Em lugar de absorver as conversas, parece que o amplia, o que, num espaço necessariamente pequeno, mas com bastantes mesas, resulta num ruído de fundo constante que obriga cada um a falar cada vez mais alto.

Bom, mas vamos ao que realmente interessa – a comida! E deixem-me dizer-vos que, o pão e o queijo do couvert são divinais – o nosso apetite também não era pequeno. Fomos muito pouco originais, e acabámos todos por pedir menús de degustação de 5 pratos. O primeiro era um creme de grão magnífico, uma óptima entrada para o jantar, acompanhada de um paté de aves com muito bom aspecto (que dizem que era bastante razoável – a minha aversão pessoal a patés fez-me perder este prato). Ainda atacámos pelo meio lascas de bacalhau com batata-palha fritas e um ovo estrelado, um prato um bocadinho diferente – mas que soube bem. Próximo prato – ameijôas e berbigão, o que tem sempre a desvantagem de ter que concorrer com a memória de qualquer pequena tasca autêntica no Algarve, no Verão… E depois, depois veio uma excelsa garoupa (não, esta não era de Ipanema) acompanhado de batata-doce, deliciosa. Por último, no menú degustação dessa noite, um cubo de entremeada com puré. Tudo isto regado por uma excelente selecção de vinhos (e surpreendentemente em conta), mas, aí, estávamos a fazer batota – levávamos o nosso próprio enólogo…

Sobremesas! Um conselho – se gostam de farófias, esse deve ser o último prato da refeição (foi a opinião unânime da mesa!). Desaconselho vivamente o bolo de chocolate (uma desilusão, muito seco, acimentado, e sem a riqueza de sabor que estava à espera) e a sopa de frutas (que, se sabíamos que era de frutas vermelhas, não estávamos à espera que fosse uma porção de compota – parecia claramente “Casa de Mateus” – com creme de natas). As sobremesas acabaram por ser uma clara desilusão (excepto as farófias).

Uma última nota para o serviço – muito bom, prestável, atenciosa, simpático e sorridente. A desilusão não veio desse lado – nem do preço, a rondar os €35.

Confesso que estava à espera de mais. Pelo nome, por se estar na presença de um espaço da moda em Lisboa, pela fama do dono. Se houve pratos muito bons (a garoupa e a sopa estavam deliciosas), se o serviço foi impecável, admito que acho que o espaço está sofrível, e a qualidade dos pratos variou muito. Mas… nem isso perturbou a despedida da Zara!

Tasca da Esquina
Tipo de cozinha: Petiscos (com um ou outro laivo de modernidade)
Horário: das 12h30 às 15h30 e das 19h30 às 23h30 – Encerra ao domingo e encerra ao almoço de segunda-feira
Preço médio: 35€
Morada: Rua Domingos Sequeira 41C, Lisboa – 1350-403 Lisboa
Telefone: 21 099 39 39
Web: http://www.tascadaesquina.pt
Pagamento: Cartões de crédito, débito e numerário

Cervejaria o Gordo

2008/11/30

O Gordo não é um restaurante propriamente dito. Quer dizer, é. Mas é mais que isso, é uma Cervejaria, daquelas como antigamente. O que quer dizer que a qualquer hora do dia, ou pelo menos até às duas da madrugada, se pode ter o prazer de uma refeição de qualidade, mesmo que se tenha muita pressa.

Situada na zona histórica da cidade, no largo de São Pedro, O Gordo, e apesar do nome, pode passar despercebido a quem não conhece o belo centro histórico de Torres Vedras, o que já não acontece com os torrienses que por ali param para se degustarem com a excelente cozinha típica portuguesa e com os petiscos.

Talvez a decoração não seja o seu forte, apesar da beleza das estilizadas pinturas que nos mostram os ex-libris da cidade, mas a atendimento rápido, atencioso e profissional remetem-nos para um ambiente pacato e acolhedor.

A ementa é vasta e a cozinha portuguesa prevalece. E pode parecer pobre salientar o frango assado, mas não. O frango assado é imagem de marca. É saboroso porque para além de ser feito, obviamente, no carvão, é rodado no espeto.

Tanto o bacalhau assado como a alheira de mirandela são daqueles pratos que ganham sabor n’ O Gordo. E a maionese? A maionese é confeccionada na casa e é de comer e chorar por mais. Façam assim, faz de conta que estão com muita pressa e peçam por exemplo… um bitoque (o melhor de Torres e a qualquer hora), “ah, e dê-me um pouco de maionese para acompanhar as batatas fritas, sff”. Vão ver que vão querer voltar mais rápido do que aquilo que pensavam.

Cervejaria o Gordo
Tipo de cozinha: Cervejaria /Cozinha Típica Portuguesa
Preço médio: €10-€12
Horário: Das 11h00 às 02h00. Encerra à terça-feira.
Morada: R. Heliodoro Salgado Torres Vedras
Telefone: +351 261 323 079
Pagamento: numerário/cartões

Montagreste

2006/05/16

Sobral de Monte Agraço, para além de um parque infantil (que afinal já são, no mínimo, três) prima pela sua situação Geográfica, na Zona Oeste, enquadrada nos campos de cultivo e encostas verdejantes, onde as searas se cruzam com hortas e grandes vinhas. É o centro de uma importante região vinícola. Os vinhos brancos e tintos são excelentes. A Gastronomia do Sobral é óptima e variada, desde o bacalhau ao cabrito.

O Montagreste encontra-se bem enquadrado com estas características gastronómicas locais, para além de bem localizado na vila, bem no centro, junto ao jardim.

Além de Restaurante, está classificado como Pastelaria e Marisqueira, de modo que está sempre acolhedoramente pronto a aceitar-nos para um cafezinho ou um prato de tremoços, ou uns maravilhosos petiscos e umas imperiais na esplanada. A esplanada não é muito grande, mas é alargada aquando das Festas de Verão, em Setembro.

Somos servidos com muita simpatia e atenção e a galeria/mezzanine que alberga as mesas do restaurante é muito agradável e acolhedora.

Deixo aqui uma listinha dos fabulosos petiscos que fazem crescer a água na boca: Salada de polvo, búzios, ovas, polvo frito com maionese, orelha de porco de coentrada, moelas, pica-pau, leitão à Bairrada

Para além dos Mariscos sempre frescos e bem confeccionados faço referência aos pratos que fogem um pouco à normalidade dos outros restaurantes típicos, como a Espetada Grelhada de Polvo, Ovas à Pescador, Bacalhau com Maionese, Naco à Lavrador. Mas um prato imperdível, quer pela diferença quer pelo agradável toque a petisco, é sem dúvida o Polvo Frito.

Para os mais esquisitos existem Omeletas de tudo, mas sempre maravilhosas.

Os Vegetarianos serão sempre bem acolhidos e existem sempre soluções para eles, mesmo sendo um Bitoque de Queijo Fresco (por exemplo).

As sobremesas não fogem ao normal, mas o Mousse de Chocolate é uma delícia, e receita verdadeiramente caseira.

Mas não se esqueçam: Polvo Frito é do melhor!

Montagreste
Desde 1966
Tipo de cozinha: típica / regional
Horário: Encerra à quarta feira
Preço médio: 16€
Morada: Praceta 25 de Abril -Sobral de Monte Agraço
Telefone: 261 941 280
Pagamento: Dinheiro