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	<title>no prato com... &#187; portuguesa</title>
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		<title>Sedução</title>
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		<pubDate>Tue, 25 May 2010 00:03:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Rebelo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quem desce do Castelo de São Jorge, pouco passada a hora do almoço mais tradicional, vem quase certamente com fome. Ao fim-de-semana mais ainda que a oferta work related está de folga…
Ao descer a Rua Augusto Rosa, chama a atenção a porta que deixa antever a sala em tons de verde e pontilhada a dourado. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quem desce do Castelo de São Jorge, pouco passada a hora do almoço mais tradicional, vem quase certamente com fome. Ao fim-de-semana mais ainda que a oferta work related está de folga…</p>
<p>Ao descer a Rua Augusto Rosa, chama a atenção a porta que deixa antever a sala em tons de verde e pontilhada a dourado. Só por si, parece desenquadrada do ambiente à volta e, com a carta à porta, recheada de nomes apetitosos e preços que não o são menos, a entrada não se faz esperar.</p>
<p>Sala ainda vazia, um atendimento 5 estrelas. Simpatia e educação ficam bem em todo o lado. Mesa da janela, para ver os eléctricos que passam.</p>
<p>Sugestão, da chef que vem à mesa. Para a mais pequena, que diz desde logo que só come arroz ou massa, sairá um tagliatelli mas, com um toque de verde, com brócolos (sim, sim, eu gosto de brócolos), cenouras baby e tomates cherry. Para nós, de maior sustento, segue-se a descrição:</p>
<p>Bacalhau à Príncipe. Cozido e envolto numa massa folhada fina e estaladiça, com molho bechamel. Acompanha com legumes salteados, entre courgettes, beringela e cenouras. Só pecou por falta de uma qualquer condimentação adicional que desse um brilho extra ao bechamel. Ainda assim, uma delicia.</p>
<p><center><a rel="lightbox" href="http://no-prato.com/wp-content/uploads/2010/05/4613066003_76f8633180.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-197" title="Bacalhau a Principe - Sedução" src="http://no-prato.com/wp-content/uploads/2010/05/4613066003_76f8633180-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a></center></p>
<p>Risotto de enchidos sendo que estes eram a farinheira e a alheira. Do arroz no ponto ao queijo certo, passando pela presença da carne não só pelo gosto mas também pela textura, o risotto estava realmente divinal. Acompanhava com uma salada de alface e tomate cherry, com um risco de balsâmico a dar o toque final ao prato.</p>
<p>O calor do dia chamava ao branco e não sendo a escolha de vinhos muito extensa (na quantidade diga-se pois no preço, estende e não é pouco), ficámos pelo vinho a copo sendo que foi um Reguengos bem fresco. E foi uma escolha acertada.</p>
<p>A refeição satisfez e bem, deixando pouco espaço a aventuras pelo mundo dos doces mas ainda assim, e seguindo a sugestão atenciosa de quem nos servia, pedimos o Bolo de Chocolate da Tia Mercedes. Em boa hora o fizemos. De uma textura variada, crocante onde se quer e quase derretido onde deve, bate a pontos outros bolos de nome famoso que se encontram na praça Lisboeta.</p>
<p>Veio o café e o garoto que, ainda que tentado, não saiu como pedido (só leite quente com uma gota de café). Não mancha a experiência. Sabemos que não é fácil e mesmo que fosse, tudo o resto compensava o deslize.</p>
<p>Resumindo, o Restaurante Sedução fica a fazer parte da lista de referências.</p>
<p><strong>Restaurante Sedução</strong><br />
Tipo de cozinha: Portuguesa / Moderna<br />
Preço médio: 20€<br />
Morada: Rua Augusto Rosa 4, 1100-059 LISBOA (logo acima da Sé)<br />
Telefone: +351 218 888 144<br />
Pagamento: Numerário / Cartões</p>
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		<title>Sacramento</title>
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		<pubDate>Sun, 02 May 2010 18:02:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Rebelo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Lisboa]]></category>
		<category><![CDATA[caça]]></category>
		<category><![CDATA[chiado]]></category>
		<category><![CDATA[moderna]]></category>
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		<description><![CDATA[Noite de sexta-feira, a começar pela zona do Chiado. Bem, começa da melhor forma porque não? Temperatura amena, luzes a abrilhantar as ruas. Que seja.
Para um jantar a dois, sem vontade de tirar o carro do estacionamento, um estar sossegado, comer bem e conversar aproveitando o grito de liberdade que aos 5 anos soava lá [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Noite de sexta-feira, a começar pela zona do Chiado. Bem, começa da melhor forma porque não? Temperatura amena, luzes a abrilhantar as ruas. Que seja.</p>
<p>Para um jantar a dois, sem vontade de tirar o carro do estacionamento, um estar sossegado, comer bem e conversar aproveitando o grito de liberdade que aos 5 anos soava lá por casa (que é como quem diz, a Patrícia foi dormir a casa de uma amiga). Visita da praxe à catedral FNAC, subir a Garrett e virar à Sacramento. Subir mais um pouco e pouco além do meio caminho, abre portas o Restaurante Sacramento. Num espaço pré-pombalino, recebidos à entrada onde aguardamos dois minutos (falta de reserva em noite de sexta oblige), deu para pensar que o espaço de bar à esquerda também é convidativo. A visitar noutra altura.</p>
<p>Acompanham-nos à mesa. Não há vagas nas salas de baixo mas o andar de cima conseguido em forma de varanda interna, ainda permite sentar. Tempos muito correctos. Mesa simples mas bem decorada, combina com o estilo de toda a casa. Couvert à mesa, uma pasta de atum com um toque não identificado e que a tornava mais agradável que o costume, azeite suave e bem temperado com umas gotas de vinagre balsâmico. Pão de Centeio com sementes e ainda um pão de cebola no ponto.</p>
<p>De entrada serviu-se uma empada de caça com redução de Vinho do Porto. O termo escolhido se fosse folhado não identificaria mal o prato pois a textura do envolvente, tal a suavidade, estava mais para o folhado mas, que não se entenda mal a observação: Estava muito boa. A caça do recheio em boa dose, a redução a deixar-se notar. O afamado Ratatui (que até ao rato pouca gente conhecia) era composto por rabanete, alface francesa, rúcula e tomate cerise.</p>
<p>Os pratos ficaram-se pela carne pela vontade de experimentar. Ficará para próxima visita o Bacalhau com Broa e Grelos à Sacramento.</p>
<p><center><a rel="lightbox" href="http://no-prato.com/wp-content/uploads/2010/05/4574131930_7a866cb462.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-203" title="Tornedó com Queijo da Serra e espargos" src="http://no-prato.com/wp-content/uploads/2010/05/4574131930_7a866cb462-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a></center></p>
<p>Vieram os Supremos de frango, recheados com farinheira e acompanhados de Ratatui de legumes e arroz de nozes. A carne deliciosa, os peitorais da ave, de tamanho generoso, ganhavam da farinheira não só o sabor mas a devida gordura. O prato só ficou a perder pela maturidade que as nozes do arroz, claramente, já tinham atingido. Ou isso ou um mau acondicionamento das mesmas. Nada que não se ultrapassasse uma vez que o arroz era dispensável até para a totalidade do prato.</p>
<p>Seguiu-se o Tornedó de vitela com Queijo da Serra e espargos, enrolado em presunto. Servido em cama de esparregado, acompanhava com batatas fritas servidas à parte, salada e cebola ripada a cobrir a peça de carne.</p>
<p>Não só a carne era muito tenra e saborosa como se encontrava servida em dose certa. O rolo bem feito e o recheio generoso. O meu medo de que os espargos roubassem protagonismo à carne era infundado. Por mim, estava óptimo.</p>
<p>A refeição foi regada com um tinto Dão Porta Fronha 2005 que se revelou uma agradável surpresa assim que se deixa abrir por uns minutos no copo. Funciona e bem. Muita fruta o que calhava bem com o que se comia. Os vinhos do Dão a ganharem rapidamente a minha preferência.</p>
<p>De sobremesa foi dividido um Crumble de Maçã, Passas e Amêndoas com Gelado de Baunilha. Crocante como se quer, doce na dose certa e com o gelado a fazer bom par, a sobremesa calhou bem para finalizar.</p>
<p>O café veio prontamente e o garoto clarinho lá teve que ser substituído por uma chávena de leite quente que, recebeu depois uma colherada de café fazendo aquilo que nos restaurantes teimam em não ouvir ser pedido. Adiante.</p>
<p>O serviço foi muito bom, atencioso e competente, a dar vontade de voltar. O espaço é dado quer a uma refeição mais intima quer a um jantar de amigos (dentro do género é claro).</p>
<p><strong>Restaurante Sacramento</strong><br />
Tipo de cozinha: Portuguesa / Moderna<br />
Horário: Das 12:00 às 15:00 ao almoço e das 19h30 às 24:00 para jantar.<br />
Preço médio: 25€<br />
Morada: Calçada do Sacramento 40-46, Chiado, Lisboa<br />
Telefone: +351 21 342 05 72<br />
Web: <a href="http://www.sacramentodochiado.com">http://www.sacramentodochiado.com</a><br />
Pagamento: Numerário / Cartões</p>
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		<title>Soadro do Zêzere</title>
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		<pubDate>Sun, 11 Apr 2010 20:43:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diogo Rodrigues</dc:creator>
				<category><![CDATA[Covilhã]]></category>
		<category><![CDATA[beiras]]></category>
		<category><![CDATA[portuguesa]]></category>
		<category><![CDATA[regional]]></category>
		<category><![CDATA[serra da estrela]]></category>
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		<description><![CDATA[Armado com uma excelente sugestão do Pedro Rebelo (fico a  aguardar a review do restaurante entretanto) lá fomos em direcção a  Valhelhas.
No sopé da Serra da Estrela esta pequena aldeia apresenta uma  excelente variedade gastronómica, que faz inveja a muitas localidades  deste país.
O local escolhido acabou por ser o Soadro do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Armado com uma excelente sugestão do <a title="browserd.com" href="http://www.browserd.com/" target="_blank">Pedro Rebelo</a> (fico a  aguardar a review do restaurante entretanto) lá fomos em direcção a  Valhelhas.</p>
<p>No sopé da Serra da Estrela esta pequena aldeia apresenta uma  excelente variedade gastronómica, que faz inveja a muitas localidades  deste país.</p>
<p>O local escolhido acabou por ser o Soadro do Zêzere.  No hotel foi sugerido como sendo mais adequado aos mais pequenos que  povoavam o nosso grupo em número agradável.</p>
<p>A primeira impressão da localidade é fantástica. De uma beleza diria  quase fora do comum não fosse haver mais algumas terras vizinhas a  partilhar a belíssima paisagem.</p>
<p>Quando ao restaurante entramos numa pequena sala. Com um ar muito  requintado e bem arrumado tem logo à entrada a mesa do buffet de  sobremesas. Sobressai logo à vista um excelente leite creme e o  requeijão para acompanhar com vários doces (sobremesa bastante popular  nestas bandas).</p>
<p><a rel="lightbox"  href="http://no-prato.com/wp-content/uploads/2010/04/IMG_0203.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-190" title="queijo fresco" src="http://no-prato.com/wp-content/uploads/2010/04/IMG_0203-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>À mesa as entradas esperavam por nós.  Já atrasados para a reserva tínhamos ligado a saber a ementa o que me  fez salivar durante 15 km. Mas já lá vamos.</p>
<p>O queijo fresco estava já temperado com pimenta e uma pitada de sal.  Um toque bastante agradável tendo em conta a mestria com que tinha sido  feito o tempero.</p>
<p><a rel="lightbox"  href="http://no-prato.com/wp-content/uploads/2010/04/IMG_0202.jpg"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-191" title="azeitonas e azeite" src="http://no-prato.com/wp-content/uploads/2010/04/IMG_0202-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>A acompanhar as entradas as típicas azeitonas. Verdes. Bastante  saborosas até, apesar da minha preferência ser pelas azeitonas  esmagadas.</p>
<p>A surpresa, principalmente por ser pouco usual nos restaurantes  estava no azeite. Simples, com um dente de alho para temperar.</p>
<p>Isto tudo com a fantástica broa que se faz nesta zona e logo aqui  fiquei fã do Soadro do Zêzere.</p>
<p>Para o prato principal fomos por uma das sugestões da casa: Sopa  Seca.</p>
<p>A melhor descrição foi mesmo a do dono: “tipo cozido à portuguesa.  Mas as carnes são desossadas. Tudo acompanhado com muita couve cozida. E  bastantes enchidos”.</p>
<p>Mas fica ainda melhor. Esta combinação só por si já de fazer crescer  água na boca é preparada de maneira especial. Por baixo ficam as carnes  com o chouriço, dento do próprio caldo da cozedura. Por cima leva as  couves. Cobre-se com fatias de pão e vai ao forno. No final os enchidos  são colocado no topo.</p>
<p><a rel="lightbox"  href="http://no-prato.com/wp-content/uploads/2010/04/IMG_0206.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-192" title="sopa seca" src="http://no-prato.com/wp-content/uploads/2010/04/IMG_0206-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Foi uma das melhores refeições que fiz  nos últimos tempos. Tudo acompanhado com um vinho tinto da zona: <a title="Adegga: Quinta dos Termos 2008" href="http://www.adegga.com/wine/AVIN1623732335845" target="_blank">Quinta   dos Termos 2008</a>. Um vinho tinto suave com fruta vermelha e uns  toques a baunilha e alguma madeira (muito ligeira). Talvez das melhores  combinações possíveis entre um prato e um vinho. Foi por sugestão da  casa e devo dizer que foi muito bem aconselhado. Infelizmente nem sempre  em Portugal neste campo se tem uma atenção nestes pormenores. E servido  à temperatura ideal de 18ºC.</p>
<p>E se a refeição já ia pesada ainda faltava mais uma das <em>pieces de  resistance</em> da casa. O buffet de sobremesas.</p>
<p>Sem cair na tentação de exagerar na variedade o Soadro do Zêzere  apresenta um buffet com doces e frutas suficientes. Destaca-se o arroz  doce e o leite creme. No último tivemos a sorte de apanhar um prato  acabado de queimar. Não podia estar mais perto da perfeição.</p>
<p>Destaco ainda o famoso requeijão. Sobremesa popular por estas zonas  deve-se acompanhar com doce.</p>
<p>Se por acaso alguma vez estiverem nas proximidades de <a title="Valhelhas no Google Maps" href="http://maps.google.com/maps?f=q&amp;source=s_q&amp;hl=en&amp;geocode=&amp;q=valhelhas,+portugal&amp;sll=37.0625,-95.677068&amp;sspn=35.410182,79.013672&amp;ie=UTF8&amp;hq=&amp;hnear=Valhelhas,+Guarda,+Portugal&amp;ll=40.377936,-7.327194&amp;spn=0.266246,0.617294&amp;z=11" target="_blank">Valhelhas</a> (algures entre Manteigas e Belmonte, bem  no sopé da Serra da Estrela) então este é também um bom restaurante para  visitar. Caso não estejam por perto então façam o desvio que vale a  pena a refeição.</p>
<p><strong>Soadro do Zêzere</strong><br />
Tipo de Cozinha:  Portuguesa, regional das Beiras<br />
Preço médio:<br />
Morada: Estrada Nacional nº 232,  6300-235 Valhelhas<br />
Telefone: 275487114 / 964437709<br />
Fax: 275 487119<br />
Email &#8211; <a href="mailto:geral@soadro.com" target="_blank">geral@soadro.com</a><br />
Web: <a href="http://www.soadro.com/" target="_blank">http://www.soadro.com/</a><br />
Pagamento: Cartões de crédito, débito e numerário</p>
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	<georss:point>40.40669 -7.403107</georss:point>	</item>
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		<title>Restaurante João do Grão</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Dec 2008 08:57:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Rebelo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Lisboa]]></category>
		<category><![CDATA[bacalhau]]></category>
		<category><![CDATA[baixa]]></category>
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		<category><![CDATA[tradicional]]></category>

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		<description><![CDATA[O Domingo é quase sempre (pelo menos sempre que possivel) dia de ficar por casa. Variando entre a cama e o sofá, lá se passa o dia entre receitas caseiras, chá ou café e bolinhos&#8230;
Mas quando há uma boa razão para sair não nos fazemos rogados e um almoço com bons amigos será senão a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Domingo é quase sempre (pelo menos sempre que possivel) dia de ficar por casa. Variando entre a cama e o sofá, lá se passa o dia entre receitas caseiras, chá ou café e bolinhos&#8230;</p>
<p>Mas quando há uma boa razão para sair não nos fazemos rogados e um almoço com bons amigos será senão a melhor, uma das melhores razões e como tal lá fomos nós. Ainda em casa lembrei-me da Susana já ter referido um restaurante ali pela Baixa de Lisboa onde se come bom bacalhau com grão. Ainda que tal referência não seja a típica frase para convencer quem procura um bom restaurante, os comensais são todos de boa barriga e melhor garfo e como tal bacalhau com grão lá no fundo sempre faz tocar o alarme.</p>
<p>10 minutos de automóvel (que o Metro implicava burocracias para as quais não tínhamos tempo) e já o carro estava estacionado no parque junto aos armazéns do Chiado. Meio passo sempre em frente atravessando a Augusta e já lá estamos na Rua dos Correeiros (antiga, mui antiga Travessa da Palha). Por aqui passo muitas vezes mas à hora de almoço sempre tenho quase sempre a impressão da comida para turista tal é a quantidade de solicitações porta-a-porta para que lá entre a provar as suas iguarias. Adiante. O caminho hoje está traçado: Restaurante João do Grão.</p>
<p>Porta entrada dá para entender à primeira vista que ali se come bem pelas fartas travessas nas mesas. Sala meio-cheia (Domingo na Baixa dá vontade de bater aos autarcas) e mesa para cinco. É logo ali e ainda mal sentados já lá está o pão e as costumeiras manteigas assim como o queijo fresco que é devorado entre a Patrícia e o padrinho.</p>
<p>A carta vem de seguida que aqui não se espera muito. Pratos do dia eram vários mas confesso não recordar. Sei de cor o que escolhemos. Foi pedido Cozido à Portuguesa, Açorda de Bacalhau e duas de Bacalhau Cozido com Grão ao fim e ao cabo foi essa a referência.</p>
<p>Quase sem darmos por ela estava já o serviço na mesa. O Cozido assustava só de ver tamanha travessa mas mais assustou com a referência de que era meia dose. Vieram de seguida as duas de Bacalhau que rivalizavam em tamanho com o Cozido. Por último chegou a Açorda que veio de marisco em vez de Bacalhau mas que prontamente se ofereceram a trocar. Não foi preciso, ficou.</p>
<p>O Bacalhau com grão é sobre o que melhor posso falar. Básico como se queria: Bacalhau, batata (pouca e ainda bem), grão, cebola picada e salsa qb. Boas postas, uma travessa mais fina e outra mais grossa com a sugestão de dividir. O grão grado e saboroso, cozido ao ponto e a cebola a dar o gosto. A dose satisfaz sobremaneira.</p>
<p>Sobre o Cozido à Portuguesa que mais haverá a dizer para além de estava bom? As carnes do costume e as verduras a condizer. Sobre a açorda que ainda provei, bem guarnecida de mariscos, sendo que os pedaços dos exemplares de maior porte foram postos no prato antes de tudo o mais e os mais pequenos vieram na mistura. Ainda sobrou.</p>
<p>O final foi de bolo de brigadeiro (confesso que já provei melhores que o chocolate é só por si uma ciência) para mim e mousse de chocolate (sem desapontar) para outro dos presentes. As senhoras à mesa dispensaram mais calorias.</p>
<p>Os cafés vieram e o garoto claro da praxe veio tal como foi pedido. Claro. Bastante claro.</p>
<p>Apreciação global: A voltar decerto e a experimentar mesmo a meio-dia de trabalho quando a tarde não o proibir.</p>
<p><strong>Restaurante João do Grão</strong><br />
Tipo de cozinha: Tradicional Portuguesa<br />
Preço médio: 15€<br />
Morada:  Rua dos Correeiros 222-226, 1100-170 LISBOA<br />
Telefone: +351 213424757<br />
Pagamento: Numerário e cartões de crédito/débito</p>
<p>Não encerra.</p>
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		<title>Solar dos Amigos</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Dec 2008 18:25:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo R Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Caldas da Rainha]]></category>
		<category><![CDATA[barato]]></category>
		<category><![CDATA[Caldas]]></category>
		<category><![CDATA[portuguesa]]></category>
		<category><![CDATA[Solar dos Amigos]]></category>

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		<description><![CDATA[Confesso que, neste momento, escrevo de&#8230; “pança cheia”. Ou seja, estou seriamente a ponderar a hipótese de que o meu jantar seja apenas um chazinho e umas torradinhas com pouca manteiga…
Há uns dias atrás, recebi um convite de uns amigos meus para ir almoçar ao “Solar dos Amigos”, ao pé das Caldas da Rainha, numa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Confesso que, neste momento, escrevo de&#8230; “pança cheia”. Ou seja, estou seriamente a ponderar a hipótese de que o meu jantar seja apenas um chazinho e umas torradinhas com pouca manteiga…</p>
<p>Há uns dias atrás, recebi um convite de uns amigos meus para ir almoçar ao “Solar dos Amigos”, ao pé das Caldas da Rainha, numa localidade chamada&#8230; Guisado (e que rivaliza com a mítica Carne Assada (ali para os lados de Sintra). Acho que ter aceite o convite foi uma óptima decisão, porque para além de um almoço em excelente companhia, descobri um restaurante onde tenho a certeza que vou voltar.</p>
<p>Não foi difícil de dar com o restaurante. Chegado a Guisado (sim, não resisto a repetir o nome da terra até à exaustão), é simples – é no centro do estacionamento caótico&#8230; Realmente, o restaurante mostra que a cozinha é boa e conhecida logo à entrada, com um magote de carros mal estacionados a ladearem a rua durante 200 metros e de pessoas a fazerem fila à espera de lugar. Recomenda-se, vivamente, que reservem mesa!</p>
<p>Entra-se para uma salinha pequena (há outra, maior e mais desimpedida, na continuação), atafuada de mesas, e dominada por uma enorme lareira, onde se vão assando chouriços, morcelas, bacalhau, porco, enfim, o que o freguês for pedindo, por entre paredes decoradas com posters de corridas de touros, pseudo-cabeças de touros, bandarilhas e canecas de barro! Pelo meio, lá nos sentamos numa mesa redonda, com banquinhos pequeninos. E começa a chegar o pão (delicioso e quente), o requeijão, o doce de abóbora (fabuloso!), uma morcela (esta foi a pedido, e valeu a pena) e um jarro de tinto da casa meio carrascão! Quem tinha dúvidas, rapidamente percebeu para o que ia – este almoço ia ser a perdição da minha (já condenada) dieta!</p>
<p>Olhou-se para a ementa e, quando íamos pedir os pratos, chegaram-nos duas informações: já não havia cabrito (o que é uma boa razão para lá voltar) e as doses completas davam para 5 / 6 pessoas (4 seria um número mais justo, mas, realmente, depende da ‘alarvidade’ dos convivas). Pediu-se uma de bacalhau campino (bacalhau com feijão e couve, em migas, dentro de um pão caseiro, de comer e chorar por mais) e outra de costeletas de novilho (que estavam um pouco passadas de mais) acompanhadas de batatas fritas, migas e arroz de feijão – excelente! Para rematar (e uma vez que já estávamos em condições de rebolar até casa, mas ainda tínhamos espaço para uma sobremesa), nada como uma ‘muito tradicional’ mousse de Oreo, que também não estava nada má – há alternativas bem menos originais, como a mousse de chocolate simples ou dupla (complementada com chocolate branco), a taça 3 sabores (envolvia pudim e chocolate e outro sabor qualquer), a de amêndoa (que era de… amêndoa), uma taça fantasia (nem perguntei), um ananás simples (bem pensado, para começarmos já a queimar as calorias extra)…</p>
<p>No final, um almoço bem passado! Pela companhia (mais uma vez), pela qualidade dos pratos (tenho a sensação que se fosse para qualquer dos outros da lista, como os diversos pratos de porco preto, também não tinha ficado nada mal servido), pela abundância de comida (esqueçam as mariquices da nouvelle cuisine ou de pratos de fusão, aqui as doses são mesmo brutais) e… pelo preço – 12 euros depois do que comi não me parece nada caro…</p>
<p><strong>Solar dos Amigos</strong><br />
Tipo de cozinha: Cozinha Típica Portuguesa<br />
Preço médio: €12-€15<br />
Horário: Das 10h00 às 23h00. Encerra à quarta-feira (excepto se esta for feriado).<br />
Morada: R. Principal, Guisado, Caldas da Rainha<br />
Telefone: +351 262 877 135<br />
Preço médio: €12-€15<br />
Pagamento: numerário (não aceitam cartões)</p>
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		<title>As Salgadeiras</title>
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		<pubDate>Tue, 19 Aug 2008 08:30:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Rebelo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Lisboa]]></category>
		<category><![CDATA[bairro alto]]></category>
		<category><![CDATA[jantar]]></category>
		<category><![CDATA[manjar]]></category>
		<category><![CDATA[portuguesa]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Ali ao inicio do Bairro Alto, muito perto ainda do Camões, fica o <strong>Restaurante As Salgadeiras</strong>. Nas instalações de uma antiga padaria (ainda que em tempos idos o edifício fosse conhecido por lá estar estabelecida uma famosa casa de meninas para alegrar os homens de mar que atracavam por Lisboa), este restaurante apresenta-se mantendo uma traça antiga, com tijolo de burro à mostra e arcos de pedra dividindo os espaços. Visualmente agradável é também fácil gostar do espaço pela simpatia de quem nos recebe e atende. Pontos muito fortes para quem ainda não se sentou.</p>
<p>Começamos a noite com algo fresco. Duas caipirinhas. Convenhamos que, para acompanhar uma noite quente, a frescura de um gelo moído com a dose certa de cachaça e lima é algo de muito agradável. E aqui as doses eram bem, muito bem servidas&#8230;</p>
<p>O couvert era de bom gosto. Azeitonas, paté de atum, manteiga com ervas, muito bom queijo de Azeitão enfim, um couvert. Evitam-se as embalagens e agradecem os Clientes. Dá um toque de classe e casa que todos apreciamos.</p>
<p>A entrada escolhida foi a Alheira de Chaves com ovos mexidos tirada da forma, com a consistência certa e o sabor do enchido fazendo notar que é o que diz o nome e não os tantas vezes servidos ovos com alheira.</p>
<p>A comida veio precedida do vinho. Escolhemos ao copo que a oferta era variada. Ainda bem que está a pegar a ideia do vinho servido desta forma. Evita-se o sacrilégio de deixar bom néctar na garrafa e aproveita-se para a prova de alguns que pelo preço mais proibitivo não se iriam degustar tão cedo. Casa Burmester tinto. Ainda que o ano não nos ficasse de memória, o vinho ficou.</p>
<p>E eis que chegava à mesa o prato de peixe. Filetes de linguado em massa folhada com espinafres. Só a apresentação ganhava o prémio, fosse ele qual fosse. Não fingiam estar presentes os filetes entre o folhado e a verdura. Estavam mesmo. E frescos como às vezes não se encontram quando servidos a sós. Os espinafres na textura de esparregado faziam-lhes cama de luxo para a vista e para o paladar. A massa folhada estava no ponto, aquele em que não é seca nem está mole. Está como deve estar. Aliás, como tudo parece estar nesta casa.</p>
<p>O prato de carne encantou de igual forma. Pedido que estava o Espeto de Lombo em Pau de Loureiro de imediato veio à memória a triste cena do espeto pendurado, a pingar, e a ginástica necessária para por vezes de lá tirar proveito. O bom gosto da casa nota-se também nos detalhes e o lombo chegou no prato com todas as companhias do espeto mais os acompanhamentos laterais. Uma delicia ao olhar.</p>
<p>Da carne macia e saborosa à verdura cozida de leve e às batatas em feixe, estava tudo muito bom. De notar que as doses servidas, ainda que a decoração ocupe espaço no prato, são a ter em boa conta que ninguém fica com fome, muito pelo contrário.</p>
<p>Já dificilmente haveria espaço para a sobremesa mas a carta de nomes sonantes (do <em>Fondue</em> de Chocolate ao Leite creme com frutos silvestres) obrigava a uma pergunta: O que era o Manjar Conventual. Prontamente nos foi dito que&#8230; Era bom. Isso só por si é um indicativo mas assim que nos disseram que se tratava de Requeijão, açúcar e ovos não havia espaço mas para as dúvidas. Venha o Manjar Conventual que com a dieta nos preocupamos mais tarde.</p>
<p>Ainda a colher não tinha batido ao doce a segunda vez e já alguém nos questionava se estava bom tal eram as expressões à mesa. Referi que o que ali se passava era criminoso. Um verdadeiro crime não venderem o Manjar Conventual ao quilo para que connosco viessem logo um ou dois&#8230;</p>
<p>O final da refeição foi o costumeiro café e garoto bem clarinho e até ai, o serviço mostrou excelência. Não foi preciso pedir duas vezes nem houve má cara à prova. O garoto vinha tal como pedido e tínhamos ficado clientes. Garantidamente.</p>
<p><strong>As Salgadeiras</strong><br />
Tipo de cozinha: Portuguesa<br />
Rua das Salgadeiras 18 &#8211; Bairro Alto &#8211; 1200-396 LISBOA<br />
Telefone: +351 213 421 157<br />
Só servem jantares (encerra às Segundas-feiras)<br />
<address>Preço médio: 40€<br />
Pagamento: Numerário / cartões<br />
URL: <a href="http://www.as-salgadeiras.com" title="Site do Restaurante">http://www.as-salgadeiras.com</a></address>
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