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Kanji

2008/11/15

Aberto há pouco mais de dois meses (Setembro de 2008) no Amoreiras Plaza, o Kanji aposta numa oferta original de cozinha de fusão com inspiração japonesa. Modas. A sala é ampla e o ambiente descontraído. A ementa é mais extensa do que temos visto por aí e original quanto baste. Boa variedade de entradas e de diferentes apresentações de sushi e sashimi. Perante alguma indecisão, foram-nos apresentadas algumas sugestões - o que é sempre bom para quem não está familiarizado com esta cozinha - e que para uma primeira visita, deixaram boa impressão e convidam ao regresso com mais tempo e atenção a outros pormenores.

E fala-se de tempo porquê? O espaço comercial onde está envolvido o Kanji, entre outros restaurantes, encerra demasiado cedo (às 22h), factor que condiciona também o próprio horário de funcionamento do restaurante. Incompreensível. De resto, sabe bem comer assim, pagar um preço justo e ser bem atendido. E aqui, pela amostra, é o caso.

Kanji
Tipo de cozinha: japonesa / fusão
Preço médio: €25
Horário: Das 12h30 às 15h e das 19h30 às 22h. Encerra ao domingo.
Morada: Edifício Amoreiras Plaza, Rua Maria Ulrich nº1, loja 1 (piso -1) - 1070-374 Lisboa
Web: http://www.kanji.pt/
Telefone: +351 213 888 147
Pagamento: numerário/cartões

Aya

2008/07/27

Sem exageros, o Aya é a única maneira em Portugal de ter uma experiência gastronómica verdadeiramente japonesa, a todos os níveis. O primeiro Aya apareceu na Rua das Trinas em Lisboa em 1992, e actualmente existem dois restaurantes Aya (além do Aya Bistrôt): o Aya nas Twin Towers (Campolide) em Lisboa, que abriu em 2002, e o recém inaugurado Aya que se situa na zona da Nova Carnaxide.

O Aya das Twin Towers tem como tema os jardins japoneses, e o novo Aya explora o tema da arte e da arquitectura japonesa. Em ambos os espaços há opção entre três tipos de experiência: ao balcão, onde se vê em primeira mão o trabalho dos sushi chefs; à mesa, na sala principal; e ainda existem salas separadas para pequenos grupos, onde se pode ter mais privacidade. No Aya de Nova Carnaxide há ainda duas salas especiais: a sala Omakase, onde um grupo até seis pessoas pode apreciar em privado o trabalho de um sushi chef em exclusivo; e a sala Kaiseki, onde num ambiente completamente diferente se pode ter um menu tradicional de degustação.

As especialidades, é claro, são o sushi e o sashimi, de uma frescura única, e com uma apresentação completamente tradicional. Mas a ementa é vasta, com uma gama transversal da gastronomia japonesa, que inclui as tempuras, o sukiyaki, o wagyu steak, massas japonesas, e muitas outras. Não há razões para deixar de ir se houver alguém que não goste de comida “crua”. Nas sobremesas, para algo diferente experimente o gelado de sésamo preto, ou o Anmitsu, que é uma sobremesa mista de fruta, fejião doce, e gelatina de algas.

O estacionamento no Aya das Twin Towers é gratuito durante duas horas, e o Aya de Nova Carnaxide tem um estacionamento à porta.

Aya
Tipo de cozinha: Japonesa tradicional
Horário: aberto toda a semana para almoços e jantares
Preço médio: 20€ a 50€
Morada:
Aya (Twin Towers) - Centro Comercial Twin Towers - piso 0 - Rua de Campolide, 351, Lisboa
Aya (Nova Carnaxide) - Rua Aníbal Bettencourt, nº 71 - Alto dos Barronhos, Nova Carnaxide
Telefone:
Aya (Twin Towers) - +351 217271155
Aya (Nova Carnaxide) - +351 214181684
Web: http://www.ayarestaurante.com
Pagamento: Numerário, cartões de débito e de crédito

Ken-Ichi

2006/12/07

Aconselhados por um dos especialistas em sushi frequentadores aqui do prato, prestámos uma breve visita ao Ken-Ichi um destes dias. Mesmo com reserva em cima da hora (o espaço ainda é grande) e arriscando chegar lá demasiado perto da hora de fecho, foi uma boa escolha. A hora de fecho da cozinha e do próprio restaurante revelou-se um pouco elástica e gozámos de uma farta refeição sem que tenhamos sentido alguma pressão a girar à nossa volta por causa das horas. Fomos atendidos de uma forma cordial e simpática, sempre disponível para explicar as dúvidas e questões existenciais à volta da ementa e dos pratos. Perfeito.

As dúvidas existenciais acerca dos ingredientes acabariam por levar a que nos fosse apresentada a loja que se estende na cave, onde os referidos ingredientes podem ser adquiridos (assim como utensílios de cozinha, artesanato, artigos de decoração e serviços de mesa). Visita obrigatória de segunda a sábado, das 10h às 20h.

A ementa é grande e oferece inúmeras alternativas ao sushi e sashimi. Combinados para refeições rápidas ou para os indecisos. Os clássicos - massas, arroz, sopas, vegetarianos. Para analisar melhor e com mais calma noutra oportunidade. E porque se pode fazer a refeição ao balcão, onde são preparadas as iguarias.

Com um ambiente, um serviço e com uma refeição sem nada a apontar, o preço pago foi justo para a qualidade apercebida nas iguarias provadas. Ao nível dos melhores, atrevem-se estes leigos a vaticinar. Merece certamente mais uma visita com um olhar mais atento à ementa.

Ken-Ichi
Tipo de cozinha: Japonesa
Horário: Almoços das 12h às 15h. Jantares das 20h às 23h (sexta e sábado das 20h às 24h). Encerra aos domingos e feriados.
Preço médio: 20€
Morada: Rua Sousa Martins, nº 15 - Picoas - 1050-217 Lisboa
Telefone: 213137715 / 213137710
Web: http://www.yasuragitrading.com/
Email:
Pagamento: Cartões de crédito, débito e numerário

Estado Líquido Sushi Lounge

2006/11/25

Acabo de reparar que nunca escrevemos sobre o Estado Líquido Sushi Lounge, que em breve terá ao lado [e também seu] um restaurante ‘estilo degustação’, com menu fechado.
É claro: podíamos ser um ‘hub’ de restaurantes que ninguém conhece: o ponto de descoberta gastronómica deste belo país à beira mar plantado.

Também somos. Mas não somos só isso. E isso percebe-se facilmente: basta consultar a lista completa de restaurantes. Encontram-se os mais inimagináveis e os mais established.

O Estado Líquido é hoje mais do que established, apesar de alguns encontrões, como o do alegado ’sake com detergente’ que causou frisson neste ano que agora acaba.

O establishment Estado Líquido começou por ser um bar. Um bar com estilo, finalmente, numa cidade geograficamente grande que insiste em continuar urbanamente pequena.

O estilo foi trazido pelo ‘nome’ que se associa sempre ao espaço: João Matias, um account manager vindo da publicidade e que passou por São Paulo [o que certamente explica o fenómeno sushi, o fenómeno lounge, e em geral a imagem e conceito associados ao ‘E.L.’].

Sou cliente ‘regular’ [agora menos, por razões geográficas], mas não posso deixar que o Estado Líquido vive do seu conceito. É um conceito banal em grandes cidades. E em terra de cegos, quem tem olho é rei: a abertura do Sushi Lounge coincidiu com o boom do sushi em Portugal, a música chill / nujazz / soulful house / discosoundrevival também e a decoração minimal / zen idem. E o marketing tem sido exemplar.
Assim se não fosse bom ganharia por ser o único no seu estilo, em conteúdo e forma.

Hoje o conceito alargou-se: o Estado Líquido é bar, CD, sushi lounge, academia de sushi e afins, dá massagens, leva sushi e afins a casa e em breve terá restaurante com cartas fechadas / ‘degustação’.

Deixou de ser íntimo, mas continua relativamente intimista. Sobretudo o sushi lounge.

O nome é comercial: não é bem bem um lounge [e puff só há um, creio], e serve bem mais do que sushi, ainda que o ‘peixe crú’ seja o ponto forte.

Oferece várias variedades de sushi e sashimi e tem uma razoável lista de entradas [’otoshi’, they say, que inclui o típico caldo miso, mas uma panóplia de outras coisas menos comuns, ainda que também coisas mais prosaicas, e não necessariamente nipónicas, como ostras].

De sushi, Nigiri sushi [o clássico], Temaki [os ‘cones’], Hossomaki [enrolados finos], os meus favoritos Uramaki [enrolados com arroz por fora, em vez de nori/alga].

Para várias pessoas o ideal é um combinado, seja o sushi moriawase [só sushi], seja o sushi to sashimi [óbvio].

Há espetadas para os anti-peixe e algumas inovações para os medrosos do cru.

As bebidas oscilam entre o clássico chá verde [não em folha inteira e enrolada, mas quase em pó, é pena], chá gelado japonês [’Oolong tea’, they say] cerveja [a japonesa é chamada ‘Kirin’], sakê, vinhos portugueses [poucos], e um produto especialmente publicitado pelo EL, Moët & Chandon. Mas a especialidade são as caipirinhas ou sakeirinhas, de manga, maracujá, morango, etc..
As sobremesas são várias, mas a especialidade [que é inclusive o bolo de aniversário do EL] é a mousse de chocolate preto [’a melhor do mundo’, they dare to say], à qual se junta rum.

O ambiente é por vezes barulhento [e com o DJ de serviço, dependendo de quem seja nessa noite, nem sempre fácil] mas tem a suprema vantagem de trazer a ilusão de uma cidade sofisticada: de ‘havaianas’ ou smoking, ninguém se chateia, porque o desejo de sossego e diversão é comum.

Várias coisas têm mudado. Além das referidas, alguma cedência do conceito a algumas marcas [como a Moët, cujas garrafas estão exibidas junto da cozinha e o logo na ementa de home sushi] e algumas pessoas. Mantém-se firme a qualidade da cozinha [que até é importante num restaurante, embora hoje isso pareça esquecido por aí], do serviço, do espaço. E o rosto de sempre: Rita [ou Ritinha, ça depend], o maestro mais visível daquele que é um dos pontos de ‘urbanidade’ e relativamente despretenciosa em Lisboa. Respeita os meus três C: cool, cozy & clean. E até nem está muito infectado de wannabe stars ou stars maçadoras, como sucede frequentemente com os 3C.
As reservas são essenciais, podem ser feitas através o formulário online [a Rita ou someone liga a confirmar] e o estacionamento oferecido, se até 3h, com acordo com o parque subterrâneo lá do sítio. Para dois, sugiro a mesa com o puff, quase à frente do DJ [as janelas não valem, porque são acima do nível da cabeça] e para grupetas as mesas junto à parede que tem ‘almofadas redondas na parede’.

A visitar. Regularmente.

Estado Líquido Sushi Lounge
Tipo de cozinha: Fusão de base japonesa
Horário: óptimo - de domingo, terça e quarta, das 20:00 às 02:00. Quinta, das 20:00 às 03:00. Sexta e sábado, das 20:00 às 04:00.
Preço médio: €30
Morada: Largo de Santos, 5-A, Lisboa
Telefone: 213972022
Web: http://www.estadoliquido.com
Email: reservas@estadoliquido.com
Pagamento: Numerário / Multibanco

Sushi Café

2006/09/17

Lorenzetti nunca relacionou a palavra ‘restaurante’ com o ‘fenómeno’ dos ‘centros comerciais’. Restaurante é bom, centro comercial é mau. Comida de restaurante espera-se boa, comida em centro comercial espera-se rápida e, invariavelmente, fraca. É a regra, mas ‘ele’ há excepções.

Recentemente, ao almoço e com alguma pressa, fomos ao Sushi Café nas Amoreiras, que abriu há algum tempo e que, pelas razões acima e por falta de oportunidade ainda não tínhamos experimentado.

A ementa varia do habitual num ’sushi’ como chamamos aos restaurantes japoneses que, de facto, por cá, só servem mesmo o sushi, ou o sushi e um sashimi, ou estes com uma tempurazita, maki, a sopa de miso e pouco mais.

Esta carta vai um pouco mais longe, não porque se espraie pela gastronomia tradicional japonesa [wishful thinking…] mas porque inventa umas coisas e acrescenta outras. E não dizemos quais, com a certeza de que vale a pena passar lá, ver e provar.

A primeira experiência foi boa e estamos certos de que o argumento ‘depois fico com fome’ não resulta ali, pelo menos de se o prato for bem escolhido. É certo que o serviço não é genial, o espaço também não. Mas é certo também que quem vai às Amoras não procura uma refeição romântica e provavelmente não um jantar.

Para um almoço anónimo e banalésimo está bem e recomenda-se. Ou, pelo menos, não se evita se surgir a chance. E para os fanáticos do sushi [muitos, dada a moda] há que picar o ponto. Não ficarão [muito] mal.
Sushi Café
Tipo de cozinha: Japonesa
Horário: -
Preço médio: 20€
Morada: Centro Comercial Amoreiras [lojas 1016-1020], Lisboa
Telefone/Fax: 213840299
Web: -
Email: -
Pagamento: Numerário / Multibanco

Aya Bistrôt

2005/11/29

Abriu no dia 26 de Novembro a mais nova versão do Restaurante Aya. Situado também no centro comercial das Twin Towers, mas no andar inferior, o Aya Bistrôt é para os mais apressados - mas que querem a mesma qualidade a que foram habituados no Aya. O restaurante tem uma enorme passadeira rolante fechada em acrílico, onde sentados ao balcão ou a uma das mesas incorporadas, vemos os pratos com as mais diversas variedades de sushi e outros pratos (cozinhados) passarem. Se quisermos algum, é só abrir uma pequena porta, e retirar o prato.

Os pratos têm preços diferentes, e cada tipo de loiça diferente indica o valor (de €1.00 a €3.50), sendo depois a conta contabilizada pela soma dos pratos.

Para quem não conhece o Aya, é um dos restaurantes japoneses mais semelhantes ao que se encontra no Japão - basta dizer que todos os japoneses residentes em Portugal não frequentam nenhum dos outros restaurantes japoneses.

O Aya Bistrôt permite, para quem não conhece (tanto a comida japonesa como o Aya), uma primeira experiência mais suave, tanto nas quantidades como no preço, mas com exactamente a mesma qualidade do Aya.

Tem também um balcão de take away onde há várias refeições bento (em caixa).

Aya Bistrôt
Tipo de cozinha: japonesa
Preço médio: 15€
Horário : Encerra às 23.00.
Morada: Rua de Campolide, 351 - Centro Comercial Twin Towers - Loja 0.13 - 1070-034 Lisboa
Telefone: 217271155 (do Aya no piso 0)
Pagamento: VISA, Multibanco, numerário